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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

Subindo e subindo

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Alexandre Martins, cm.
A Congregação Mariana pode ser comparada a um alpinista que se aventura em uma nova montanha, desconhecida para ele. Se estiver em caminho que acredite ser fácil ou que já conheça, pode seguramente subir sozinho. Contudo, se estiver em caminho que for mais audacioso, necessariamente terá de contar com a colaboração de outros. Subir uma montanha participando de um pequeno grupo é o que as regras de montanismo recomendam. 
Nas obras de apostolado, e mesmo em atividades de ascese, é recomendável a colaboração mútua. Não há crescimento sem auxílio. Vemos com tristeza muitos – congregados ou não – terem iniciativas, de priori boas, mas que necessariamente devem contar com a ajuda e participação de outros. É uma das leis da vida. Entretanto, talvez por imaturidade ou vaidade, querem fazer tudo sozinhos. Como o montanista que se aventura por uma nova escarpa e somente conta consigo e com a própria sorte. Se conseguir muito bem, se não, ninguém o saberá, pois terá caído no ab…

Os escondidos

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Alexandre Martins, cm.

O Papa João Paulo II disse certa vez que era Congregado mariano em uma Congregação mariana colegial em sua cidade natal. “Fui presidente da Congregação por duas vezes!” disse o papa polonês a um bispo brasileiro, D. Vaz, SJ. Talvez, se não começou naquela Congregação, foi com certeza lá que amadureceu sua forte devoção mariana. Uma devoção tão forte que fez tremer os heraldistas do Vaticano quando ele mesmo escolheu a simplicidade nada tradicional para um Papa em seu brasão pontifical usando apenas uma cruz e a letra “M” para designar a presença da Virgem Maria. Uma presença em sua vida e também em seu pontificado. Apesar das ponderações dos especialistas, mostrando que a Mãe de Deus tem outras representações heráldicas que não a letra inicial de seu nome, o papa foi firme em colocar a letra em amarelo aos pés da cruz. Como a Virgem ficou no Calvário: “stabat mater”.* Toda uma devoção de uma vida à Mãe de Deus para ser mais e mais digno filho deste mesmo Deus. O…

A garrafa no altar

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Alexandre Martins, cm.


Deus não quer outra coisa de uma alma que está resolvida a amá-Lo senão que obedeça. s. Teresa d’Avila1



Há pessoas que, desejosas de possuir um pouco de água benta, não querendo importunar o padre para pedir sua benção, fazem um ritual próprio: deixam uma garrafa de água junto ao Sacrário acreditando que assim irão ter a água benta que precisam. Evidentemente não a terão, por motivos claros - somente a imposição das mãos de um sacerdote legitimo é que pode conferir benção para alguma coisa ou a alguém - mas vão para suas casas com a “certeza” na mente. Digo na mente e não no coração porque sabem no fundo dele que algo está errado, mas a sua vergonha, orgulho ou sabe-se-la-o-que impedem que elas pensem de outra forma. Quantas vezes não nos deparamos com pessoas assim em nossas vidas? Vemos várias atitudes como estas. E há alguns tipos característicos. Há os ritualistas. São pessoas que não entendem muito de Liturgia, mas fazem um não sei quantos salamaleques nas Missa…