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Mostrando postagens de Junho, 2013

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Muito já se falou dos “filhos pródigos”, das “ovelhas desgarradas”, dos “desistentes”. Nosso mundo contemporâneo está repleto dos covardes, dos meias-palavras, dos libertinos. Hoje em dia muitos casamentos terminam mais por covardia do que por outra coisa. Os cônjuges são covardes em lutar por ficarem juntos, por crescerem juntos e por construir uma família juntos. Curioso que alguns são os mesmos que se queixam da apatia do povo em melhorar o país e construir uma sociedade mais justa... Se justifica aquele que abandona a faculdade. “Afinal, diploma não dá dinheiro”, dizem. Na verdade, a incompetência é a marca principal do desistente. Pois, se fosse competente para algo, saberia se poderia ou não iniciar empreender alguma coisa. Se justifica os “desistentes” da Igreja: professoras de catequese, os ministros eucarísticos, os cantores de coral e membros de grupos que de uma hora para outra “jogam a toalha” e partem para uma vida ordinária e mundana. “Ora, ele viu que o seu caminho não er…

A alma da Congregação

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O cristianismo é a religião da "Palavra", não de um verbo escrito e mudo, mas do Verbo encarnado e vivo. (S. Bernardo de Claraval).

Tem-se visto muito em várias instruções e em palestras de Congregações Marianas que a alma de uma Congregação estaria no “sentir com a Igreja”, no “unir-se como Papa”, em ser “irmão dos demais congregados, etc. Entretanto a vida de um congregado, sua razão de ser e agir, provém somente de uma simples atitude: a palavra. Entendemos a palavra de um congregado como sua atitude de juramento, sua Consagração. Sendo, na hora de seu ingresso na Congregação, o congregado chamado ao altar pelo Secretário, ele, diante do Assistente-Eclesiástico que representa a Hierarquia da Igreja, pronuncia em alta voz a fórmula da Consagração. Muito importante é considerar isto: ele mesmo se consagra à Virgem Maria. Não é outro que o faz por ele. Ele próprio, com decisão, com atitude, se prostra voluntariamente perante um ícone da Virgem Maria e formula seu desejo de …

O individualismo do congregado

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Alexandre Martins, cm.
Embora a Congregação seja uma comunidade - uma forma de viver o Evangelho com outras pessoas imbuídas no mesmo ideal - pode-se avaliar e estudar o caso de uma individualidade ocasional do congregado mariano. Individual sem ser individualista. É um aparente paradoxo que se vê em muitas situações como a melhor ou mais apropriada forma de prestar um testemunho perante uma sociedade secularizada. Muitas vezes o congregado vê-se em uma comunidade católica – paróquia, capela, CEB – aonde ele é um entre muitos diferentes dele. Um “estranho no ninho”, conforme o dito popular. Como agir de forma que seja coerente com sua Consagração e, ao mesmo, tempo, não ofensivo ao demais sendo uma imitação da Virgem Maria nas Bodas de Cana, por exemplo? Nesta ocasião ela agiu de forma diferente dos comuns – não criticou os noivos – mas, movida por sua caridade sublime, como que obrigou a seu Divino Filho a apressar o início de sua Vida Pública. Uma forma de agir seria justamente o ind…