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Mostrando postagens de Março, 2014

Engodos sobre o Celibato Clerical

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Alexandre Martins, cm.

É frequente, infelizmente, os “estudos sérios de História” (sic) que são postados em páginas na Rede. Muitos pseudo-historiadores e mesmo historiadores – de boa ou má fé – publicam um sem-número de “pesquisas” sobre assuntos variados e, pior, são lidos por estudantes ou curiosos que não verificam o embasamento daquilo que é escrito pois acreditam naquilo o que “disse o professor”. E há ainda o caso de que alguns acreditam mais porque dão apoio a seu pensamento pessoal do que ser verdade. Outros são historiadores que incorrem no que se chama "revisionismo histórico".
Cumpre uma leitura correta do chamado “fato histórico”, incluindo sua mentalidade de época, situação, enredo, etc. Se bem que a classificação de algo como Fato Histórico se deve a ver naquele acontecimento algo que explica o Mundo em questão. Mas analisar um fato de época com o pensamento contemporâneo é o mesmo que julgar a Expansão Marítma européia do século XV pela ótica do Greenpeace. Por…

Posturas no século XXI

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Alexandre Martins, cm.


Vemos em fotos antigas a postura de congregados marianos de paletó e gravata, trajando suas fitas e com postura adequada, até galante, erguendo as bandeiras das CCMM.
Muitos podem achar que é apenas uma compostura dos chamados “anos dourados” e que nada teria a ver com a denominada “juventude descolada” dos tempos atuais. Hoje, diriam eles, os jovens são bem sem-cerimônia.
Ocorre que estamos há mais de 40 anos da Revolução da Contracultura ocorrida em 1968. Na época, jovens da Universidade de Sorbonne, na França, fizeram manifestações para reivindicar a contestação de uma Sociedade e de um sistema social que achavam injusto com os menos favorecidos. Era contestar aquilo que estava “imóvel” por décadas e mesmo séculos. Os “símbolos do conservadorismo” começaram a sumir, como a gravata nos homens e o sutiã nas mulheres. Os cabelos, antes bem penteados e com fixador, foram deixados crescer até o meio das costas e as barbas sem penteio. As festas jovens eram regadas a …

A Assistência do Diretor

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Alexandre Martins, cm.

Sempre foi tradicional nas Congregações Marianas a presença ostensiva de um sacerdote.
Desde a fundação da primeira Congregação Mariana, a presença de um sacerdote foi algo característico destas associações. A própria fundação, embora fosse um desejo piedoso dos jovens estudantes do antigo Colégio Romano, também era um sonho do padre Leunis.


Desde o princípio
Na Sociedade da época, ainda espantada com as mudanças do Concílio de Trento, via também uma novidade igualmente incrível: o Sacerdote era dedicado à associação. Havia até mesmo visitas do padre às casas dos Congregados para um auxílio espiritual mais pessoal.
A presença do sacerdote nas reuniões era mais do que nas Santas Missas das Comunhões Gerais. Após as celebrações, haviam palestras especiais para os Congregados em algum local do templo, de uma forma que não era o estilo dos sermões habituais, mas de um modo intimista e dedicado. Verdadeiras meditações inacianas.
Os Congregados marianos se agrupavam em torn…

Congregados de Fita nº1 – os sacerdotes e religiosos

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Alexandre Martins, cm.
Na Congregação Mariana aonde proferi minha Consagração Perpétua, eram comuns certos “ditos” ou “chavões” de uso comum entre os Congregados. Eram “frases de efeito” que faziam chamar a atenção de todos para algo importante. Um desse “chavões” era: “devemos de ser Congregados de fato e não Congregados de fita”. Isso queria lembrar a todos que não bastava ter uma medalha numa fita pendurada no pescoço, mas deveríamos ser de fato o que a fita significava. Deveríamos agir e pensar como Congregados em todos os momentos de nossa vida, em nosso dia a dia, em nosso ambiente familiar, em nossa escola, em nosso trabalho, perante nossos amigos... Não bastava ostentar a fita azul nas Missas de Domingo, dizer um “Salve, Maria” no pátio da igreja, se não agíssemos como “cristãos de sinal mais” em nossos ambientes pessoais. “Congregado de fita” ficou, então, um termo pejorativo. Refere-se àquele que não age como um Congregado, embora tenha ingressado em uma Congregação Mariana…

A Igreja dos Leigos Pecadores

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Alexandre Martins, cm.


“A Igreja é santa e pecadora”. Lemos, ouvimos e pronunciamos essa frase várias vezes nos últimos tempos mas nem sempre compreendemos todo o seu significado. Talvez a falta de uma completa compreensão se deva ao fato de que não é somente um significado mas vários significados. E um deles é o relacionamento humano na esfera eclesial. Alguns teólogos dão o nome de “invidia clericalis” (inveja clerical) ao ato de sentirmo-nos incomodados com o sucesso do outro no campo do apostolado. Se nos acusamos no exame de consciência ou na Confissão de nos sentir tristes ou magoados quando alguém tem algum sucesso na vida pessoal - como uma promoção no trabalho ou o casamento com o galã da turma - por outro lado não nos acusamos da mesma forma sobre o incômodo que nos traz aquele retiro no qual foram muitos jovens e não fomos nós que o promovemos... Esse é um dos significados da “Igreja pecadora”: temos tristeza pelo bem feito por outro. Quantos homens não deixaram de escuta…