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Mostrando postagens de 2015

O Manual na Mão

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Alexandre Martins, cm.

O Manual do Congregado é uma ferramenta muito útil para a devoção particular dos membros das Congregações Marianas e para o início da compreensão das características de um verdadeiro Congregado Mariano. O primeiro Manual para uso dos Congregados foi feito na cidade de Colônia, Alemanha, no século XVII em uma Congregação Mariana de Sacerdotes. No Brasil, houveram várias versões a partir do século XX, mas cada Congregação Mariana tinha uma publicação particular. Com a publicação do Manual dos Congregados pela Federação de São Paulo, não tardou que a Confederação Nacional publicasse a versão oficial padronizada para todo o país: “O Congresso confere à CNCMB* o direito reservado da publicação do Manual oficial. Só a Federação de São Paulo, por ser muito numerosa e possuir há muito seu Manual, fica isenta desta disposição, com a obrigação de não a vender fora do estado.” - 1º Congresso Nacional de Diretores.1
Desde as primeiras versões brasileiras, o Manual dos Congr…

Muitos e Poucos

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Alexandre Martins, cm.
É comum se referir à Congregação Mariana como um pequeno grupo, alegando que mais do que a quantidade, importa a qualidade. Mas, no caso específico delas, a quantidade ajuda na qualidade. Desde a primeira Congregação Mariana, a quantidade era uma constante: a primeira teve 70 jovens1 no primeiro ano de existência. As primeiras Congregações Marianas possuíam diretorias com cerca de doze diretores2 que cuidavam de todo o funcionamento da associação e também dos Congregados. As clássicas Congregações Marianas tinham número bem grande: a Congregação de Munique (Alemanha) possuía mais de três mil Congregados em 1773. Porque pequeno grupo À partir da segunda metade do século XX no Brasil se foi criando uma mentalidade do “grupo pequeno”. As justificativas foram várias, inclusive a passagem bíblica do “muitos são chamados e poucos os escolhidos” (Mt 22,14). As Congregações Marianas foram diminuindo de quantidade de membros até possuir cerca de uma dúzia ou menos de Con…

A Ação do Sacerdote

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Alexandre Martins, cm.
A ação do Assistente Eclesiástico na Congregação Mariana é alvo de dúvidas e discussões desde a mudança das Regras em 1967. alguns desejam sua postura tradicional de “diretor da Congregação”, outros se contentam com a postura de simples “assistente”. As clássicas Congregações Marianas criadas pelo pe. Leunis eram o desdobramento do seu próprio cuidado e zelo pastoral. Eram como que uma “versão espiritual” de sua classe de alunos: se cotidianamente seus alunos aprendiam gramática, o grupo de seletos eram aprendizes das virtudes de Maria.
O padre Coster Isso continuou até o surgimento das Congregações Marianas dirigidas pelo pe. Francis Coster. O jesuíta deu um novo modo de ser às Congregações Marianas que havia fundado, uma forma tão característica que os historiadores as chamam de “as Congregações do Padre Coster”. Em suas Congregações, a atitude do sacerdote era mais do que a de um professor, mas a postura de um verdadeiro diretor de almas. O jesuíta toma a Con…

A Fita na Gaveta

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Alexandre Martins, cm.

No Brasil, o uso de uma fita azul é característico dos Congregados marianos desde os tempos do Império. É nossa melhor propaganda e não devemos deixá-la na gaveta como apenas uma lembrança.
História Não se tem precisão desde quando uma Congregação Mariana iniciou o uso de fitas azuis como suporte para a medalha que simboliza a Consagração Perpétua à Virgem Maria. A medalha é citada desde o século XVI, mas não o objeto que a sustenta. O que se sabe é que o impacto que o uso desta insígnia teve na Cristandade foi tanto que influenciou a muitas outras associações. O Apostolado da Oração, por exemplo, começou a usar fitas vermelhas por influência do uso de fitas azuis pelos Congregados, ao invés de somente o “detente”, que ficou estampado1 na fita dos Zeladores. Outros países usaram, e ainda usam, cordões para suportas as medalhas, e outros lugares, como no Brasil, são fitas azuis. Mas somente no Brasil há o costume de larguras diferentes. De aspirante até Congregad…

Os Atos Oficiais de uma Congregação Mariana – I

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atividades para cada um

Alexandre Martins, cm.
É comum, infelizmente, que alguns que participam das Congregações Marianas em sua juventude acabem por deixar de frequentá-las quando ingressam numa faculdade ou mesmo quando contraem matrimonio. Uma das razões para isso - se não a razão principal - é que a programação de atividades de uma Congregação Mariana seja dirigida a um tipo específico de pessoas. Se entendermos que uma Congregação Mariana tem por característica justamente direcionar-se para uma classe de pessoas, como jovens, estudantes, etc, isso não seria um problema. Entretanto, após o Sagrado Concílio Vaticano II, a quase totalidade das Congregações Marianas tornou-se paroquial, mista e sua característica própria a não ser aceitar qualquer tipo de fieis católicos. Com isso, não é estranho vermos em uma mesma reunião de Congregação Mariana participantes que são jovens, ou casados, ou solteiros, ou adultos, ou idosos e ate mesmo crianças. Se isso é contrário à tradição das Cong…

A Formação da Ação

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Alexandre Martins, cm
As Congregações Marianas são tradicionais no apostolado e essa ação fomenta a formação que se propõem a dar a seus membros. É uma atitude retroalimentada: a ação urge da formação enquanto a própria formação impele à ação.
Mais que uma escola, um exércitoUm equivoco bem comum, infelizmente, é ver uma Congregação Mariana como somente uma escola - um local aonde apenas se obtêm formação espiritual - e que a ação, o apostolado ou a caridade sejam atitudes que são relegadas a outras associações ou pastorais, ou mesmo somente ao foro pessoal de cada Congregado. Diz o papa Bento XV: “não basta haver dado o nome a uma Congregação, posto sobre os auspícios da Virgem, para merecer o qualificação de “verdadeiros congregados marianos”.1 Embora possa acontecer isso, sem muito prejuízo para a Congregação Mariana como um todo, a forma clássica das Congregações Marianas é que as obras apostólicas – e mesmo as sociais e caritativas - sejam fomentadas ou “capitaneadas” pelos Congre…

A Tentação do Estudo

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Alexandre Martins, cm.

É infelizmente bem comum hoje em dia que um jovem deixe a reunião da Congregação Mariana por estar se preparando para uma prova ou seleção muito importante. O que poderia parecer algo sem muita importância é, na realidade, uma maligna tentação para os jovens Congregados.
O Programa de Vida de um Congregado Muitos sentem um tipo de orgulho em preterir a Congregação Mariana e até mesmo os deveres religiosos – mesmo a Santa Missa – por estarem se preparando para as provas, sejam para a faculdade, concurso ou mesmo o ensino médio. Esse orgulho - leia-se “vaidade” - em não se considerarem no mesmo lado daqueles que deixam de estudar em casa por estarem envolvidos em atividades pastorais. Mas ambos estão errados. Falaremos aqui dos que se dedicam exageradamente aos estudos e deixaremos os relapsos carolas para falar em outra ocasião. As Congregações Marianas sempre foram famosas por agruparem jovens estudiosos e responsáveis. Os melhores alunos das escolas eram os mem…