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Mostrando postagens de Março, 2015

Os Padrinhos

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Alexandre Martins, cm.

Um costume nas Congregações Marianas do Brasil surgiu não se sabe como e nem onde: os que apresentam uma Congregação Mariana para nós, aqueles que chamamos de “padrinhos”. Um padrinho – ou madrinha – é uma escolha afetiva. Não é um cargo ou uma função. Não é uma forma de apostolado leigo, embora indicar uma Congregação Mariana para alguém seja, em última análise, uma obra de misericórdia espiritual. Não existe o “padrinho de Congregados” ou “madrinha de Congregados”. Não há qualquer tipo de menção a isso na história das Congregações Marianas, mesmo no Brasil. Contudo, é um costume mariano bem brasileiro. Um instrutor de minha primeira Congregação Mariana inventou um gesto que seria usado na Recepção de Membros no ano seguinte. Na ocasião da chamada de aspirantes (e outros) pelos Secretário, conforme o Ritual, o Instrutor (ele) se colocaria de pé na frente do altar e levaria os chamados dois a dois à frente do sacerdote conduzindo-os com suas mãos sobre seus ombr…

A manutenção do amor

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Alexandre Martins, cm.


A vida muda e, por vezes, o amor se adapta a essas mudanças, se é amor verdadeiro. Não somos hoje o que éramos e não seremos amanhã o que somos hoje. O amor verdadeiro compreende isso e procura se adaptar. O amor não muda em sua essência, mas se manifesta diferentemente. A vida das pessoas muda com o passar dos anos: a idade, diploma, trabalho, casamento, filhos... São várias as fases ou circunstâncias que fazem com que nós tenhamos atitudes e compromissos que não tínhamos antes. As Congregações Marianas foram criadas para serem uma constante em nossas vidas. As clássicas Congregações Marianas eram criadas para classes de pessoas – estudantes, operários, advogados, etc – significando que em todas as etapas da vida de uma pessoa havia uma Congregação Mariana especial para ela. Com a popularização das Congregações Marianas no Brasil do inicio do século XX, essa divisão por classes sociais caiu no esquecimento, ficando no máximo uma divisão entre “jovens” e “adulto…

O Mendigo do Vaticano

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Alexandre Martins, cm.
Borgo é o nome de um dos bairros da parte externa do Vaticano. Fica ao norte da Praça de São Pedro. Um bairro aprazível, residência de bispos, religiosas, cardeais e também dos romanos, os habitantes de Roma. Mas, como infelizmente todas as grandes cidades do Mundo, em Roma há também muitos moradores de rua, os mendigos. Havia um mendigo famoso, conhecido por todos, chamado William Herteleer, o popular Willy. Willy era assíduo na Santa Missa: participava piedosamente todos os dias, sem falta. Andava até a Igreja de Santana, dentro dos muros do Vaticano, e assistia a Missa na Paróquia Pontifícia. Depois da Missa, dizia ao Pe. Amerigo: “Obrigado por sua homilia pronunciada com tanta calma. Consegui entende-la bem e me ajudou a meditar ao longo do dia”. O sacerdote foi um dos seus amigos do Clero. Quem o via parecia um verdadeiro monge, com a cruz pendurada ao pescoço. Mas um monge que carregava um carrinho de supermercado. Nele estavam seus poucos pertences. Era…