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Mostrando postagens de Agosto, 2015

Muitos e Poucos

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É comum se referir à Congregação Mariana como um pequeno grupo, alegando que mais do que a quantidade, importa a qualidade. Mas, no caso específico delas, a quantidade ajuda na qualidade. Desde a primeira Congregação Mariana, a quantidade era uma constante: a primeira teve 70 jovens1 no primeiro ano de existência. As primeiras Congregações Marianas possuíam diretorias com cerca de doze diretores2 que cuidavam de todo o funcionamento da associação e também dos Congregados. As clássicas Congregações Marianas tinham número bem grande: a Congregação de Munique (Alemanha) possuía mais de três mil Congregados em 1773. Porque pequeno grupo À partir da segunda metade do século XX no Brasil se foi criando uma mentalidade do “grupo pequeno”. As justificativas foram várias, inclusive a passagem bíblica do “muitos são chamados e poucos os escolhidos” (Mt 22,14). As Congregações Marianas foram diminuindo de quantidade de membros até possuir cerca de uma dúzia ou menos de Con…

A Ação do Sacerdote

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A ação do Assistente Eclesiástico na Congregação Mariana é alvo de dúvidas e discussões desde a mudança das Regras em 1967. alguns desejam sua postura tradicional de “diretor da Congregação”, outros se contentam com a postura de simples “assistente”. As clássicas Congregações Marianas criadas pelo pe. Leunis eram o desdobramento do seu próprio cuidado e zelo pastoral. Eram como que uma “versão espiritual” de sua classe de alunos: se cotidianamente seus alunos aprendiam gramática, o grupo de seletos eram aprendizes das virtudes de Maria.
O padre Coster Isso continuou até o surgimento das Congregações Marianas dirigidas pelo pe. Francis Coster. O jesuíta deu um novo modo de ser às Congregações Marianas que havia fundado, uma forma tão característica que os historiadores as chamam de “as Congregações do Padre Coster”. Em suas Congregações, a atitude do sacerdote era mais do que a de um professor, mas a postura de um verdadeiro diretor de almas. O jesuíta toma a Con…

A Fita na Gaveta

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No Brasil, o uso de uma fita azul é característico dos Congregados marianos desde os tempos do Império. É nossa melhor propaganda e não devemos deixá-la na gaveta como apenas uma lembrança.
História Não se tem precisão desde quando uma Congregação Mariana iniciou o uso de fitas azuis como suporte para a medalha que simboliza a Consagração Perpétua à Virgem Maria. A medalha é citada desde o século XVI, mas não o objeto que a sustenta. O que se sabe é que o impacto que o uso desta insígnia teve na Cristandade foi tanto que influenciou a muitas outras associações. O Apostolado da Oração, por exemplo, começou a usar fitas vermelhas por influência do uso de fitas azuis pelos Congregados, ao invés de somente o “detente”, que ficou estampado1 na fita dos Zeladores. Outros países usaram, e ainda usam, cordões para suportas as medalhas, e outros lugares, como no Brasil, são fitas azuis. Mas somente no Brasil há o costume de larguras diferentes. De aspirante até Congregad…