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Mostrando postagens de 2011

Samambaias

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Alexandre Martins, cm.


Todos os homens devem trabalhar em prol da salvação dos outros no próprio estado de vida, por obediência ao princípio do amor santo.1


Uma samambaia é uma planta curiosa: não tem aroma como a arruda e a hortelã, não tem flores como o jasmim ou a flor-de-maio, não dá frutos como a pimenteira. É simplesmente uma planta. Está ali, verde, viva, crescendo, trocando de folhas e morrendo. Há pessoas que são como a samambaia: apenas vivem. Estão em movimento, trabalham, estudam e apenas isso. Sem ideais, sem mudanças significativas, sem nada. Apenas vivem. Pessoas que ocupam espaço no ônibus, numa fila, numa multidão. Há plantas que apenas sua presença faz uma grande diferença. A arruda com seu cheiro acre é percebida mesmo se estiver cortada em molhos. O crisântemo não tem aroma para os humanos, mas seu cheiro espanta todo o tipo de inseto: basta plantá-lo num jardim e não há mais nenhum problema com moscas e pragas. Há pessoas, que simplesmente com sua presença, fazem uma g…

Nossa Senhora de Guadalupe: modelo de evangelização

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Alexandre Martins, cm sobre Excertos do texto de Mons. Guerrero1


O Nican Mopohua - crônica das aparições da Virgem de Guadalupe - é narrado no idioma dos índios do México e, segundo seu conceito religioso e cultural, indica, em seu início, a época e o contexto dos fatos: "... Dez anos após a conquista da cidade do México, no momento em que, finalmente, as flechas e os escudos foram depostos e que a paz passou a reinar em toda parte, entre os povos, surgiu a fé e o reconhecimento d`Aquele por meio de quem tudo vive: O Verdadeiro Deus, havia surgido, brotado, e, verdejante, abria a sua corola..."
A paz, para um índio do México daquela época, não representava regozijo algum. A civilização asteca havia nascido das "flechas e dos escudos" da guerra. Esta era a sua razão de ser. Para aqueles índios, extremamente religiosos, era por meio da guerra e do sacrifício humano que o universo se mantinha preservado. Após o sacrifício dos deuses, dando vida ao universo, tornou-se dever…

O Ton de Maria

Alexandre Martins, cm.
Nascia no Rio de Janeiro em 1922, de família fervorosamente católica, Antonio Rodrigues Maia. Seu berço e base de apostolado até o fim de vida foi o bairro da Tijuca, o qual homenageou com um belo livro. Sua mãe levava todos os irmãos à Missa Dominical na Paróquia dos Padres Capuchinhos à Rua Haddock Lobo, onde os fiéis reservavam um dos compridos bancos "para a família dos Maia", os 16 irmãos. Um militar congregado levou o jovem Antonio para a Congregação Mariana local, o que, segundo este, influenciou o seu estilo militar de ver a Consagração à Virgem. Na famosa Concentração Internacional das Congregações Marianas no Rio de Janeiro em 1935, o jovem candidato a Congregado viu todo o esplendor das associações marianas em um evento que parou a então capital brasileira. Isso marcou para sempre e deu mais entusiasmo em dedicar toda a sua vida a ser um "cavaleiro da Virgem e a lutar por sua Causa". Várias são suas obras cristãs e outro tanto de lite…

Livros no Outono.

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Neste Outono de 2011, foram publicados novos livros:


 Alexandre Martins neste livro mostra as várias especialidades das Congregações Marianas - sua atuação no estado de vida humano - e sua utilidade pastoral.  Algo como o “carisma das CCMM”, ou seja, aquilo que as distingue de outras associações marianas. brochura, 97 págs.


Alexandre Martins neste livro faz breves meditações sobre a passagem bíblica do publicano Zaqueu mostrando sua comparação com o processo de conversão pessoal do cristão. À luz dos Padres da Igreja e dos discursos dos Pontífices, faz a correta análise sobre o uso cristão das riquezas. brochura, 63 págs.


Alexandre Martins neste livro publica uma palestra sua dada a Congregados Marianos da Zona Oeste da Federação das CCMM do Rio de Janeiro (RJ), enriquecida com amplos comentários e notas explicativas. brochura, 115 págs.

pedidos: livrosmarianos@gmail.com

O agir de verdadeiros Congregados marianos

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Alexandre Martins, cm 23/03/2011  prólogo: Circulou pela Rede um email caluniando Congregados marianos cariocas e endereçado às lideranças leigas da Pastoral da Juventude da Arquidiocese do Rio de Janeiro.  O texto a seguir é uma resposta a acusações levianas às Congregações Marianas e foi vinculado da mesma forma pela Internet.

As Congregações Marianas - associações públicas de fiéis - são reconhecidas pela Igreja desde o século XVI, tendo a primeira CM sido fundada em 1563. O caráter marcial e sua obediência ao Magistério da Igreja fizeram sua fama por séculos e seu cultivo das virtudes cristãs proporcionaram até agora 90 santos e bem-aventurados, além de 23 papas e um sem número de religiosos.
Cientistas como Alexandre Volta e artistas como Peter Paul Rubens foram Congregados marianos. Escritores como Mário de Andrade e politicos como o ex-vice-Presidente da República Marco Maciel também.
A Jornada Mundial da Juventude 2011 tem como padroeiros santos …

Os Nomes de Maria no Catecismo da Igreja Católica

Alexandre Martins, cm.
“Hodoghitria" ou “quem mostra o caminho”1
A partir do consentimento dado na fé por ocasião da Anunciação e mantido sem hesitação sob a cruz, a maternidade de Maria se estende aos irmãos e às irmãs de seu Filho "que ainda são peregrinos e expostos aos perigos e às misérias”. Jesus, o único Mediador, é o Caminho de nossa oração; Maria, sua Mãe e nossa Mãe, é pura transparência dele. Maria "mostra o Caminho" (em grego Hodoghitria), é seu "sinal” conforme a iconografia tradicional no Oriente e no Ocidente. “Panhaghia” ou “toda santa” 2Os Padres da tradição oriental chamam a Mãe de Deus "a toda santa" (do grego Pan-hagia), celebram-na como "imune de toda mancha de pecado, tendo sido plasmada pelo Espírito Santo, e formada como uma nova criatura". Pela graça de Deus, Maria permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida…

O voto de virgindade de Maria

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Alexandre Martins, cm.
           Conhecemos muito pouco sobre a adolescência de Maria. E tudo nos é dado pelos Evangelhos Apócrifos. O que nos provém dos Evangelhos Canônicos refere-se a seu encontro com o Anjo Gabriel.            Distinguimos um fato que nos basta para adivinhar a sequência: trata-se do voto de virgindade que fizera e que ela refere ao Anjo, no início de sua visita, com uma entonação que pode parecer um pouco estranha.            Isso indica um propósito amadurecido. E, se pudermos supor como esse seu desígnio é verdadeiro, genuíno, apesar dos seus quinze anos, devemos imaginar que ela era criança precoce tendo, bem cedo, sondado a existência, e percorrido, com sábia maturidade, as dimensões da vida.            Para julgar esse propósito de se manter virgem e compreender a agudeza de espírito, convém lembrar a mentalidade dos Judeus em relação à virgindade.           A primeira lei do Criado…