Postagens

Destaque

O Lobo Solitário

Imagem
Alexandre Martins, cm.
Há bons católicos que, por não encontrarem algum grupo aonde se sintam à vontade, trilham um caminho solitário e sem nenhuma forma de atitude comunitária. Em geral são jovens inteligentes. Ou, que tem uma inteligencia ou esperteza acima da média dos jovens do seu bairro ou paróquia dos arredores. Devido à isso, se sentem como “um peixe fora d'água”, como um lobo fora da matilha. A decorrência natural é que procurem um grupo “à sua altura” ou, se forem sinceros, acima de sua capacidade. Alguns se tornam então “caçadores de experiências” e todos os famosos grupos têm sua “visita questionadeira”, como se esses jovens fossem inquisidores ou fiscais do Vaticano. Mas, ao invés de condenar ou reclamar dos grupos ao Bispo, esses jovens apenas os consideram inaptos à sua própria sede de “algo maior” e os abandonam. Esse abandono reflete mais uma soberba do que resistência ao carisma: “alguns não andam diante de Mim com simplicidade, mas, curiosos ou arrogantes, prete…

“Ser Congregado”

Imagem
Alexandre Martins, cm.

Em uma Igreja de “dons e carismas” torna-se quase obrigatório ser rotulado por um suposto “carisma” que será o diferencial de outros grupos de leigos. As Congregações Marianas necessitariam de ter um “carisma”? Desde a primeira Congregação Mariana, no seculo XVI, o ideal é o de unir fé e vida”. Pode parecer genérico à primeira vista, mas para a classe de pessoas a qual eram dirigidas as primeiras Congregações Marianas, era necessário. Eram estudantes do que hoje seria nosso Ensino Médio. E nem era um problema da época pois mesmo hoje em dia vemos muitos jovens católicos que são assíduos nas atividades paroquiais mas são irresponsáveis ou mesmo péssimos nos seus estudos. Esse antigo “ideal”, portanto, se torna mais moderno do que nunca. Então seria esse o “carisma das Congregações Marianas”? Elas seriam um lugar para formar ou abrigar “católicos conscientes”? Basicamente, sim, mas com o diferencial de uma intensa devoção mariana. A devoção à Virgem Maria nas Cong…

Quando eu não puder mais estar na Congregação

Imagem
Alexandre Martins, cm.
Um famoso samba, imortalizado pela interpretação da cantora Alcione, é cantada quase como um hino ao samba carioca e repetido à exaustão em todas as rodas de samba e por todos aqueles que entendem de música brasileira. É a música “Não Deixe o Samba Morrer”. Eis a letra:
Não Deixe o Samba Morrer1
Quando eu não puder Pisar mais na avenida Quando as minhas pernas Não puderem aguentar Levar meu corpo Junto com meu samba O meu anel de bamba Entrego a quem mereça usar
Eu vou ficar No meio do povo espiando Minha Escola perdendo ou ganhando Mais um carnaval Antes de me despedir Deixo ao sambista mais novo O meu pedido final
Antes de me despedir Deixo ao sambista mais novo O meu pedido final
Não deixe o samba morrer Não deixe o samba acabar O morro foi feito de samba De Samba, pra gente sambar

Essapérola do samba pode servir para uma meditação sobre o nosso futuro na Congregação Mariana. Usar de um samba para meditação? Sim, pois nos mostra o Apóstolo quando nos indica examinar a tudo e tirar …

Reuniões fajutas

Imagem
Osasco, SP - Dia Nacional do CM / 2016 




Alexandre Martins, cm.
Há grupos de leigos católicos que são formados com todo o tipo de gente e sem nenhum critério de seleção. Suas reuniões são feitas ajuntando cadeiras numa sala com qualquer quantidade de gente. Isso não é o tradicional nas Congregações Marianas e nem sua forma de agir. Não fazemos “reuniões fajutas”, ou seja, “reunir por reunir”, uma reunião sem um sentido prático. Embora seja citados nos Evangelhos o numero de dois para a Presença do Senhor, isso não se aplica a reuniões de qualquer grupo e nem constitui o início de qualquer obra. O número mínimo1 para a consideração de um novo instituto religioso é de três pessoas (em referência à Santíssima Trindade, modelo perfeito de uma comunidade). E em outras associações o número mínimo varia. Nas Congregações Marianas iniciaram a sua gloriosa história como um pequeno grupo de seis jovens. O numero minimo que possa ser considerado para a fundação de uma nova Congregação Mariana é de…

A Devoção à Virgem na Congregação Mariana

Imagem
tradução por Alexandre Martins, cm, do Original espanhol*





A devoção à Virgem na Congregação também envolve a imitação das suas virtudes em grau extremamente elevado. Ela é o Modelo e Mestra de santidade. Devemos copiar sua vida em todos os detalhes, refletir especialmente em nós sua pureza imaculada. Nesta escola de Maria é onde se aprende e se consegue a imitação de Jesus, a perfeição cristã. Por isso o lema da Congregação: "A Jesus por Maria". Em Maria devemos colocar toda a nossa confiança. "A Mãe de Deus é a minha mãe!" - disse s. Estanislau Kostka, o jovem Congregado mariano. Incessantemente nos dirigimos a ela: através do Rosario (sem o qual não existe um Congregado); pelo Angelus, pelo uso da Medalha... É necessário, finalmente, nos encorajarmos uns aos outros para amar e servir com piedade filial, primeiramente entre nós mesmos. Com o exemplo e com palavras. Devemos nos empenhar que a Virgem seja de todos conhecida e amada. Que todos experimentemr como é d…

A Confissão do Congregado

Imagem
Alexandre Martins, cm.

A recepção dos Sacramentos pelos Congregados marianos não é diferente dos demais católicos, apenas deve o Congregado ser mais dedicado e fiel do que os demais. O que não é pouca coisa. Em 1563 o jesuíta Pe. João Leunis reunia os melhores alunos do Colégio Romano da Companhia de Jesus para os exercícios de piedade na primeira Congregação Mariana. Desde 1541 existiam confrarias de leigos que continham em suas regras o dever de se reformar a si mesmo diariamente, dando bom exemplo e procurando a edificação do próximo, confessando e comungando cada 15 dias, visitando e servindo aos pobres nos hospitais e assistindo reuniões no colégio. Desde 1470, as Confrarias do Rosário criadas pelos dominicanos regulavam para seus membros a confissão semanal e comunhão mensal além dos dias de Festa litúrgicas da Virgem e de Jesus. Fomentava-se a oração, em especial o terço, e o mínimo de meditação diária, uso do cilício e até a flagelação em público ou em particular e a reunião …

A Pastoral do “Não Julgar”

Imagem
Alexandre Martins, cm.
É comum irmos a alguma Missa dominical e ficarmos espantados com a postura inconveniente de algumas pessoas que se portam como estivessem em sua própria casa: de chinelos e bermuda, tomando água no cantil, usando o tablet para jogar, etc. Outras conversam animadamente como se estivessem em alguma festa, dando gargalhadas. É comum também nos perguntarmos do por quê não serem essas pessoas corrigidas pelos agentes de pastoral, ministros ou outros. Bem, após o Concílio Vaticano II houve, no Brasil, uma tendência de “abrir as portas para todos” na Igreja. Isso, na prática, era chamar qualquer um a participar daquela “festa que era considerada a Liturgia e à qual todos deveriam ser convocados. Usava-se muito o texto do Evangelho segundo Mateus1 para justificar essa atitude. Como era uma época de relativismo religioso, procurava-se aceitar qualquer atitude do outro que aparecia, não o corrigindo, mas acreditando que seus atos eram “ puros” e que seus erros seriam “ex…