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Literatura Mariana


Bernardo de Hoyos


A vida do jovem Congregado mariano Bernardo de Hoyos é apaixonante. Nas páginas deste livro o leitor irá se aprofundar na coerência de sua vida com o Evangelho, tirará os exemplos de uma vida casta e pura de um jovem que se dedicou à propagação do culto ao Sagrado Coração de Jesus na Espanha do século XVII.

Em 90 páginas, se mostra um pouco de sua obra e a sua vida, desde sua infância, passando pela Congregação Mariana até a sua admissão na Companhia de Jesus.

No Apêndice da obra, pode-se perceber o quanto o livrinho propagado por Bernardo - "Tesouro Escondido" - é bastante atual e benéfico para as almas.

Uma aquisição que não deve faltar na biblioteca do Congregado mariano.


Índice

  • Bernardo de Hoyos
  • A Europa de Bernardo de Hoyos
  • Na Congregação Mariana
  • No Colégio
  • Em busca da sua vocação
  • Na Companhia
  • Bernardo e a Eucaristia
  • a Virgem
  • aos Anjos e Santos
  • o Jovem Místico
  • O apóstolo do Coração de Jesus na Espanha
  • “vita brevis...”
  • Sua obra
  • Um livrinho miraculoso
  • A Instituição da festa do Sagrado Coração de Jesus


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Santos Congregados: b. Bernardo de Hoyos

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Bernardo de Hoyos

Eu não saio do Sagrado Coração;
quer este Divino Dono que eu seja
discípulo do Sagrado Coração de Jesus,
e discípulo amado:
s. Bernardo de Hoyos


Bernardo é considerado como o principal apóstolo do Sagrado Coração de Jesus na Espanha e, apesar de sua breve vida, pode ser considerado um extraordinário místico. Não escreveu grandes tratados. Somente instruções e documentos espirituais, alguns sermões, apontamentos e várias centenas de cartas - possivelmente mais de duzentas - ao seu diretor espiritual, o jesuíta João de Loyola.
Nasceu Bernardo em Torrelobatón em 21 de agosto de 1711, no dia seguinte à memória de São Bernardo de Claraval. Pela proximidade da festa os pais do nosso Bernardo lhe deram este nome. Mas também tem seu segundo nome de Francisco, por sugestão do Pároco da igreja de Santa Maria de Torrelobatón, onde foi batizado, pondo o menino sob a proteção de São Francisco Xavier. Seu pai chamava-se Don Manuel de Hoyos, nascido em Toro chamada então de Hoyos, daí seu nome canonico. Sua mãe era D. Francisca de Seña y Fuica, nascida em Medina del Campo em 1693.
Aos 9 anos de idade, Bernardo recebeu o sacramento da Confirmação em Torrelobatón, conforme costume da época. Tomás, seu tio paterno, influenciou a que Bernardo fosse estudar em Villagarcia.
Estando em Medina del Campo, Bernardo renunciou a todos os seus bens em favor de sua irmã Maria Teresa, então com seis anos. Seu pai faleceu aos 25 de abril de 1725. Numa parte do testamento de D. Manuel de Hoyos se lê:“...a meus filhos recomendo que sejam tementes a Deus e da própria consciência, trabalhando e procedendo segundo suas obrigações, porque assim merecerão o maior alívio e, sobretudo, o agrado da misericórida de sua Majestade que lhes guiará e lhes iluminará para seu santo serviço e para permanecer nele até sua morte, guardando obediência, respeito e veneração a sua mãe, avô, tio, e todas as outras pessoas, a fim de que consigam nesta vida o afeto de todos e na outra o descanso eterno”.
Sobre sua mãe, D. Francisca, lemos: “D. Francisca criou Bernardo com especial esmero e cuidado, dizendo algumas vezes que teria gravíssimo escrúpulo do menor descuido, porque se perdesse aquele filho, lhe diria o Céu que perdia um grande Santo”.
Aos dez anos, no Colégio Jesuíta em Medina del Campo, aprenderá a amar a Virgem, a quem “seus professores exortavam aos alunos a devoção a Maria Santíssima, Nossa Senhora”. O menino Bernardo sempre contemplava piedosamente no altar da igreja uma bela tela da Imaculada.
Em Villagarcía de Campos rezava com seus amigos de alojamento as Letanias da Virgem – uma prática diária, iniciada ao toque das oito horas. Era congregado mariano e se reunia com seus companheiros na capela da Congregação Mariana do colégio para as orações aos sábados.
Bernardo era um estudante colegial com destaque em três coisas: era baixinho, piedoso e vivaz. Na Colegiata, a igreja do Colégio, os alunos tinham a sua Missa diária às sete da manhã.
Mas por quê decidiu-se Bernardo a ser um jesuíta?
Além de sua vida na Congregação Mariana (Missa diária, comunhão nos Domingos e Festas, confissão frequente, etc), lhe impressionava o exemplo daqueles jovens noviços sempre alegres, levando as crianças do povo ao Catecismo, pedindo esmolas nas ruas. Além disso, seus professores eram todos jesuítas.
Não foi fácil a Bernardo seguir sua vocação. Precisava do aval de seus pais. Achavam que era apenas uma “paixão adolescente”. Mas não era. Conscientes disso, deram a permissão.
Em 11 de julho de 1726 seu nome é inscrito no Livro do Noviciado de Villagarcia. Quem mais teria influência em Bernardo seria o padre João de Loyola,. Sendo profundamente espiritual e com um tino de discernimento de almas, soube dirigir corretamente a Bernardo, que lhe tinha uma confiança total a ponto de lhe abrir o mais íntimo de seu coração.
Bernardo foi estudar em Medina com um claro propósito, tirado da vida do também congregado mariano são João Berchmans: “Não me envergonharei de praticar o que me ensinaram no Noviciado”. Terminou o Noviciado com quase 17 anos, emitindo os Votos simples perpétuos.
Nos três anos seguintes, grandes coisas aconteceram. No exterior era o mesmo Bernardo: alegre, vivaz, bom camarada, estudante dedicado, piedoso... Mas no interior ocorriam grandes experiências místicas, tanto dolorosas quanto gozosas.
Bernardo seguia os elevados propósitos da Companhia desde quando na Congregação Mariana: “a mediocridade não existia na visão de Inácio. Possuía o jovem jesuíta uma inteligência viva. Mas não somente nos estudos era Bernardo um destaque: também no trato social e na pregação.
Bernardo a viveu nos sete anos na Companhia e de um modo mais intenso a partir de 3 de maio de 1733, quando da descoberta do Coração de Jesus e se deixará transformar por ela. A Eucaristia foi a raiz de sua descoberta da devoção ao Coração de Jesus, quando o amor e veneração da Eucaristia cresceu admiravelmente no nosso Bernardo.
No dia 15 de agosto, festa da Assunção de Maria, nosso Bernardo teve uma visão em que pode admirar a glória da Virgem no Céu. Viu Bernardo durante a Santa Missa e lhe disse Nosso Senhor: “O que hoje sentiu, é algo que aconteceu no Céu quando nele entrou minha Mãe. Tenha-a por sua: tudo o que me pedir por seu intermédio, não duvides que alcançarás, se é pela minha glória.”
Bernardo foi um grande enamorado da Virgem Maria e, de uma maneira especial do mistério da Imaculada Conceição. Isto percebemos desde seu ingresso na Congregação Mariana do colégio e de suas Letanias perante a tela da Imaculada. Mas parecia que tudo isso não lhe bastava. O amor à Virgem Maria que lhe ensinara a Congregação Mariana aumentava cada vez mais e queria fazer algo mais por Ela.
Em 1733, recebeu uma carta de seu amigo Agostinho Cadaveraz, sacerdote e professor de Gramática em Bilbao, que lhe pediu um sermão para a Oitava do Corpo de Cristo. Para que pudesse prepará-lo, padre Agostinho pediu a Bernardo que copiasse certos fragmentos dum livro - “De cultu Sacratissimi Cordis Iesu”, um livro sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus - e que os enviasse a ele. o irmão Bernardo pegou o livro na biblioteca da escola e o levou para casa para copiar os parágrafos que eram pedidos.
Eis o relato de Bernardo:“Eu, que não havia ouvido jamais coisa assim, comecei a ler a origem do culto do Coração de nosso amor Jesus, e senti em meu espírito um extraordinário movimento forte, suave e nada arrebatado nem impetuoso, com o qual me fui logo ao ponto diante do Senhor Sacramentado a oferecer-me a seu Coração para cooperar o quanto pudesse ao menos com orações para a extensão de seu culto. (...)Todo o dia transcorreu em notáveis afetos ao Coração de Jesus, e ainda estando em oração, me fez o Senhor um favor (...) Mostrou-me seu Coração todo abrasado em amor, condoído do pouco que se lhe estima.”
Bernardo de Hoyos trabalhou então para que a devoção ao Coração de Jesus fosse conhecida em Espanha, na América Espanhola e em todo o mundo. Pediu a seu diretor, padre Loyola, que escrevesse um livro entitulado “Tesouro Escondido no Sacratíssimo Coração de Jesus”. A primeira edição do livro foi publicada em Valladollid em 1734. Foram enviados exemplares à Casa Real de Espanha, a bispos e arcebispos, e a muitas parte da Espanha e também da América. Numerosos bispos e arcebispos concederam indulgências aos que o lessem.
O êxito editorial do “Tesouro Escondido” foi impressionante. A primeira edição, de 1734 em Valladolid, foi seguida por outra em Barcelona no ano seguinte. No ano de 1738 foram feitas oito edições!
Em 2/01/1735 foi ordenado Presbítero, celebrando sua primeira Missa no colégio de S. Inácio de Valladolid, em 6 de janeiro.
Em Agosto, passa para o Colegio de santo Inacio, dos Jesuitas, em Valladolid. É completamente infectado pelo tifo. Em 19 de novembro se agrava sua saúde, recebe o Viático e a Unção dos enfermos. Em 29 vem a falecer com a idade de 24 anos, 3 meses e 9 dias. Em tão pouco tempo de vida chegou a ser o iniciador e o grande apóstolo da espiritualidade do Coração de Jesus na Espanha.
O processo de canonização foi iniciado em Valladolid em 1895. O papa João Paulo II o declarou Venerável em 12/01/1996, lendo o decreto de suas virtudes heróicas.
Foi beatificado em 10 de abril de 2010 por Bento XVI na mesma diocese de Valladolid..
Bem-aventurado Bernardo de Royos, rogai por nós!

Alexandre Martins, cm.

O Apostolado dos Eméritos




Quão belo, para os cabelos brancos, saber julgar
e, para os anciãos, saber dar conselhos!
Que bela coisa a sabedoria dos velhos,
e a reflexão e o conselho naqueles que honramos!
A coroa dos velhos é uma experiência rica,
e sua ufania o temor do Senhor.
Eclesiástico 25, 4-6


A Regra de Vida de 1994 trouxe para a tradição das Congregações Marianas um fato novo: o Congregado mariano Emérito.
Diz a regra 52. São considerados eméritos os Congregados marianos que, pela idade, condições de saúde ou outro motivo relevante, ou porque emitiram a Profissão Religiosa, já não podem mais participar das atividades normais da vida da Congregação Mariana. São também Eméritos os Congregados marianos que deixam o estado laical ao receberem as Ordens Sacras. Esses Congregados Eméritos continuam participando de todos os bens espirituais das Congregações Marianas e podem ser apresentados a todos como modelos de fidelidade e testemunho de Vida Mariana.”
Embora a Regra expanda esta nomenclatura também para os que emitem a profissão religiosa e para os que recebem o sacramento da Ordem, é mais específica para os Congregados marianos que estão em idade avançada, na chamada Terceira Idade. A estes é permitida uma participação moderada na Congregação Mariana, em favor da idade e saúde.
Em tempos de valorização de uma “juventude eterna” aonde mais e mais pessoas buscam a permanência da vitalidade juvenil e se vestem e agem como jovens ainda que por mais décadas que acrescentem a sua idade, costuma-se esquecer do papel que os anciãos tem em nossa Sociedade.
Ora, é por meio dos antigos que temos a manutenção de um conhecimento adquirido e é por meio dos mais velhos que temos a preservação da memória histórica. “Um povo sem história é um povo sem alma”, diz um ditado.
Nas Congregações Marianas, temos a oportunidade quase única de estar em um ambiente onde coexistem as várias gerações. Desde os adolescentes (os “marianinhos”), passando pelos jovens e até os chamados eméritos, todos têm a sua colaboração para a completa e profunda educação cristã das consciências a que se propõe uma real Congregação Mariana. Se os mais jovens amadurecem com o convívio dos mais velhos, estes por sua vez remoçam na companhia dos mais novos.
É, se pergunta, uma atitude correta relegar o Congregado a uma “aposentadoria compulsória”? Não seria isto que muitos podem compreender do termo “Congregado emérito”? Não seria um desperdício para a vida da Congregação Mariana dispensar estes congregados só por que estão em idade avançada? Quantos exemplos podem nos dar aqueles que acumulam os anos de perseverança na Consagração Marial? Não estimula aos mais jovens, ainda aspirantes, talvez, a visão daquelas estrelinhas de jubileu nas fitas azuis dos mais antigos?
O apostolado dos eméritos é um apostolado silencioso. O silêncio eloquente que tanto se refere na compostura adequada do servo de Maria. Não é necessário que se peça muito daquele Congregado ancião. Basta a sua presença em uma reunião mais ampla que muitos o reconhecerão como um perseverante. Não te desvies da conversação dos velhos, pois também eles aprenderam com seus pais. Deles é que aprenderás a compreensão, e a dar a resposta no momento oportuno. (Eclo 8,9)
Os mais novos na Congregação Mariana verão até mesmo uma pequena estrela de prata ou ouro na fita daquele Congregado, simbolizando os anos perseverantes de serviço à Causa da Virgem Maria. Como desejarão ser assim no futuro! Isso tem tido o elogio dos Papas: “Nos alegramos de grande maneira do grande número de adultos Congregados, especialmente de leigos que, como anciãos, servem de exemplo aos jovens e lhes ensinam como devem cumprir seus deveres civis e religiosos”. (papa Pio XI, “Discurso aos Congregados Húngaros”, Roma, 25/04/1925).
Tive exemplo de vários antigos Congregados marianos antes da atual nomenclatura. O sr. Bezerra de Menezes, antigo Presidente nacional, que mesmo abalado pela idade era jovialmente ansioso em ir de Congregação em Congregação para que todo o Congregado fosse assinante da revista “Estrela do Mar”; O sr. Alarídio Domingues, perpétuo Porta-bandeira da Congregação, sempre fidelissimamente presente em todos os Atos Oficiais com seu terno branco, talabarte e fita azul; A sra. Lenir, com sua idade avançada ainda querendo aprender como ser uma melhor Porta-bandeira (como se já não o fosse); e tantos outros Congregados e Congregadas.
Deve-se evitar alguns extremos, como acreditar que ser “emérito” é ser “encostado”. Só por estar o Congregado mariano por assim dizer “dispensado” de uma presença mais ativa nos atos oficiais da Congregação, não quer dizer que esta deva deixá-lo de lado. Isso nunca pode acontecer. Não devemos nós, membros das Congregações Marianas, fazer com que em nossas associações aconteça o mesmo triste quadro de abandono que vemos na Sociedade civil, que deixa os anciãos abandonados em asilos. Se queremos transformar a Sociedade à luz de Cristo devemos começar a mostrar a todos como se deve fazer uma Sociedade justa a partir das próprias Congregações Marianas que serão o exemplo.
Outro extremo a ser evitado é o de deixar o Congregado mais velho sempre nas formações de Diretoria, como se somente ele tivesse responsabilidade e os mais jovens não. É como o “time que está ganhando não se mexe”. Analisado caso a caso, poderemos ver que, se em alguns momentos isso pode servir para a preservação de uma identidade de Congregação Mariana, mas por outro lado, pode manter a Congregação em um estado de apatia e imobilidade. Há muitos Congregados antigos que não mudam suas atitudes de apostolado porque simplesmente não veem as mudanças da Sociedade. É limitação pessoal. Não “mudar por mudar”, mas sim verificar conscientemente as transformações das mentalidades e fazer alguns ajustes para que a mensagem cristã seja assimilada em novos tempos, diferentes dos tempos onde viveram a sua juventude. Por exemplo, para que usar de cartas para comunicar os Congregados marianos, se a maioria usa o correio eletrônico na Internet? E ainda há os casos em que estão retornando as “práticas de sempre”, como se diz, que são as Ladainhas, Cânticos Marianos antigos e outras coisas que somente os mais velhos nos orientarão.
Diz a Escritura: Se não ajuntaste na mocidade, como encontrarás alguma coisa na velhice?” (Eclo 25, 3). Diz-se sempre que “o jovem não é tão responsável quanto os mais velhos”. Daí tiramos duas análises. A primeira é: a Congregação Mariana está formando o jovem corretamente? Se está, por que não formou nele aquela generosa responsabilidade que caracteriza o Congregado mariano? A segunda análise é: os mais antigos foram também jovens. Eles adquiriram esta responsabilidade somente com o acúmulo de anos? Ou foi um processo longo que começou na juventude? Será que já não eram responsáveis quando jovens e isso continuou na maturidade? Ora, não é isso que deve acontecer com os mais novos?
O mais velho educa o jovem e o jovem consola o mais velho. Isso deve ser uma tônica permanente nas Congregações Marianas. E isso será mais um apostolado que estas quadricentenárias associações prestarão perante tantas pastorais da Igreja no Brasil. Os mais velhos sejam sóbrios, ponderados, prudentes, fortes na fé, na caridade, na paciência.(Tito 2,2) Não está nas venerandas cãs a sabedoria, e a prudência nos velhos? (Jó 12,12)
Aos Congregados marianos eméritos, fica a firme promessa do Senhor: “Por mais velhos que vos torneis, permanecerei O mesmo, e vos carregarei até ficardes de cabelos brancos: Eu o tenho feito, e Eu vos continuarei carregando, Eu carrego e ponho a salvo”. (Is 46,4).

Alexandre Martins, cm.




Santos Congregados: S. Rafael Arnaiz

São Rafael Arnáiz Barón, OCis.



Faz somente uma hora que teu filho não é somente Rafael,

mas Frei Maria Rafael. Não está contente? Sei que sim.

Queridíssima mãe, estou muito contente; hoje me deram o hábito(…)

estou todo de branco, ao menos por fora.

Agora me esforçarei a estar também por dentro.”

carta de 18/02/1934 dirigida a D. Mercedes



Rafael Arnaiz Barón nasceu aos 9 de abril de 1911 em Burgos, Espanha. Também foi batizado e crismado nesta cidade aonde também estudou no colégio dos Jesuítas, onde recebeu a Primeira Eucaristia em 1919. Era o primeiro de quatro irmãos, filhos de D. Rafael Arnáiz Sánchez de la Campa e D. Mercedes Barón Torres.

Era dotado de uma inteligência precoce. Desde a primeira infância se inclinava para as coisas de Deus. Também na infância teve a enfermidade que foi sua companheira e sua sina, uma pleurite (inflamação nos pulmões) que o fez interromper os estudos.

Seu pai, ao ver que o filho Rafael havia recuperado a saúde, considerou que havia sido a intervenção da Virgem Maria e o levou a Zaragoza, aonde o consagrou à Virgem do Pilar.

Com a mudança da família para a cidade de Olviedo em 1922, continuou seu Ensino Médio no Colégio de Santo Inácio, onde ingressou na Congregação Mariana de alunos, sendo um de seus diretores. Matriculou-se depois na Escola Superior de Arquitetura de Madri. Talvez influência do seu pai, um engenheiro civil.

Com brilhante inteligencia, Rafael estava dotado de qualidades para a amizade. Quanto mais crescia na idade, mais desenvolvia sua personalidade e também sua experiência pessoal de vida cristã. Era determinado, com um poder de palavra e convencimento impressionantes, sem nunca faltar com a caridade. Tinha porém um ponto fraco: o desapego total do dinheiro. Era capaz de dar a um pobre tudo o que tivesse no bolso.

Quis Deus suscitar a vocação monástica em seu coração bem disposto. Ao fazer os Exercícios Espirituais de Santo Inácio, regra nas Congregações Marianas, viu um grupo de monges trapistas. Havia decidido o que fazer. Encontrou seu lugar no mosteiro cisterciense de São Isidro, em Duenas. Ingressou na Trapa em 15 de janeiro de 1934.

Sobre o irmão Rafael diz-se: “Era um homem de humor contagioso, realmente enorme; tinha um grande sentido de ironia: em primeiro lugar ria de si mesmo e de sua sombra. Ria de tudo que fosse risível.”

Contudo, sua antiga amiga, a diabetes, lhe obrigou a deixar por três vezes o mosteiro, ao qual voltava outras tantas vezes por acreditar ser esta a vontade de Deus para si.

Santificado pela fidelidade alegre á vida monástica e na aceitação plena dos desígnios de Deus, entregou sua vida na madrugada de 26 de abril de 1938, com um sorriso nos lábios. Mal havia completado seus 27 anos. O cemitério do mosteiro recebeu seus restos mortais.

Sua fama de santidade suplantou os muros do mosteiro. O odor de santidade de sua vida e seus numerosos escritos espirituais continuam difundindo-se com grande aceitação e para o bem de tantas almas.

O papa João Paulo II, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em Santiago de Compostela, aos 20 de agosto de 1989, propôs o congregado mariano Rafael Arnaiz como modelo de santidade para os jovens. Em 27 de setembro de 1992 o declarou Bemaventurado.

Foi canonizado em 26 de abril de 2009, data de seu ingresso no Paraíso, pelo papa Bento XVI.


Alexandre Martins, cm.




Bibliografia-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Neira, Fr. Mª Damián Yánez, Vida Anedóctica del Hermano Rafael, Monasterio de Oseira, Espana.

Editorial Prensa Ibérica, http://www.epi.es