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Mostrando postagens de Agosto, 2014

Amores

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 Quem nos purifica, senão Deus?
Mas se não quiseres, Ele não te purifica. 
É pois unindo a tua vontade a de Deus que tu te tornas puro.
S. Agostinho de Hipona [1]


O desejo de ser amado é inerente à natureza humana.  E quanto mais hoje, mundo da tecnologia, cada vez mais  afastado do contato material com o próximo -afinal, pede-se  pizza pelo telefone,  informações por gravações, pesquisas  pela Internet -, pois este mesmo Mundo precisa de um contato cada vez maior com alguém que seja o nosso amor. 
A falta de um contato amoroso se reflete até mesmo  em nossas relações com os demais. É verdade que muitos nem sabem como se portar no supermercado ou mesmo para pedir uma informação a um guarda...

Em grupos existentes na Igreja, é bem conhecido o processo de maior interesse de jovens por estes grupos: as moças e os rapazes vão para conseguir um namorado. É uma afirmação genérica, é verdade, mas muito significativa, uma vez que a maioria dos jovens abraça a “militância religiosa” justamente na…

Apreço pela Liturgia

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O congregado deve manter um indistinto apreço pela Sagrada Liturgia por ver nela um desdobramento do "sentir com a Igreja" - juramento jesuíta tão característico dos filhos de Santo Inácio de Loyola, onde também são incluídos os congregados marianos. “Apreço a liturgia” no sentido de uma correta execução os gestos e posições assinaladas nos diversos oficios, nas respostas firmes, bem como no sentido real de tudo o que aquilo significa e simboliza. Rubricista é o nome dado àquele que segue com afinco quase fanático ao que diz as rubricas do Missal Romano. O congregado não é um “rubricista”, no sentido extremo da palavra, mas procura estudar e aprender o que recomenda a Sagrada Instrução sobre algum ofício: é mais zelo pelas coisas de Deus do que outra coisa. Por vezes temos a sensação de estarmos em uma Igreja seccionada em várias “pequenas igrejas”, numa deturpação do que o Sagrado Concílio chama de “Igreja Particular”. Quem de nós não teve a desagradável surpresa de partic…

Flores na água

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As plantas são seres dotados de uma vida própria. Não possuem alma como a nossa, mas um “elemento vital” que tem suas características.

Analisemos, resumidamente, uma folha. Mesmo que venha uma lagarta ou outro animal para destruí-la, se estiver unida ao ramo e este ao tronco - em uma palavra, se nela houver seiva - a mesma folha se reestruturará. Quando colhemos flores ou folhagens e as colocamos na água, elas mantêm o seu frescor e mesmo o seu vigor por certo tempo. Veja: certo tempo, maior ou menor, mas não para sempre. 

Somos muitas vezes estas folhas, estas flores. O próprio Mestre nos compara a plantas muitas vezes nos Evangelhos[1]. E realmente o somos se atentarmos para os fatos acima.

As lagartas e pragas são as tentações e perseguições que nos acometem. Sim, muitas, para não dizer todas, são dadas por Deus[2], pois Ele é quem tudo permite e que prova o justo com provações como o ouro se purifica no fogo. Mas nada mudará para a folha unida ao ramo, que se reestrutura devido à sei…

O zelo me devora...

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A atitude de Cristo ao expulsar os vendilhões do Templo de Jerusalém é tida como uma justificativa de violência do Messias. Segundo alguns contemporâneos, Cristo teria dado o exemplo de que “o fim justifica os meios” e que devemos algumas vezes ser violentos para conseguir sucesso em nossas empreitadas. Puro engano.

O que Cristo ensina é a justa revolta perante a atitude de alguns, diante das coisas santas, as coisas de Deus. A profanação do Templo era algo muito sério na Lei de Moisés. E inclusive hoje perante as coisas de Deus.

O Filho do Homem refuta veementemente isso. E dá a cada um, conforme o tamanho de sua ofensa: a uns joga seus tesouros para o ar, a outros ameaça com um chicote, a outros apenas admoesta... O zelo que o Messias possui pela Casa de Deus é enorme, avassalador, devora como um fogo, como dizem o salmista e o evangelista.

Mas, além de profanação do Templo de Deus - que pode ser atingida seja com atitudes incoerentes ou até roupas inadequadas - devemos ter todo o cui…

O Samurai de Deus

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Alexandre Martins, cm.

Conhecido como o "samurai de Cristo”, Justo Ukon Takayama foi um bravo guerreiro, um grande evangelizador e um político honesto. Foi um senhor feudal que preferiu abandonar seu país do que abandonar seu Senhor Jesus Cristo. Honra, Justiça, Perfeição, Lealdade: estas são algumas das palavras associadas aos Samurais - a classe guerreira do Japão feudal - e até hoje sua influência é sentida no modo de viver e de pensar do povo japonês. Modelo de fidelidade em um mundo de mudanças políticas, militar que evitava o derramamento de sangue, Takayama poderia ser o primeiro japonês nos altares sem passar pelo martírio. A Evangelização do Japão Entre 1542 e 1543 os portugueses pisaram no Japão. As atividades missionárias iniciaram-se em 1549, realizadas por jesuítas ao abrigo do Padroado. De início tiveram um enorme sucesso, estabelecendo várias congregações. Mais tarde chegaram ao Japão as ordens dos franciscanos e dominicanos. Francisco Xavier, Cosme de Torres e …