Escolástica e Espiritualidade Mariana

 

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Um Encontro entre São Tomás de Aquino e as Congregações Marianas Universitárias



Alexandre Martins, cm.



Introdução

A figura de São Tomás de Aquino (1225-1274) representa um dos pilares fundamentais do pensamento cristão ocidental, cuja influência se estende através dos séculos até os movimentos de apostolado universitário contemporâneos. As Congregações Marianas - particularmente as “universitárias” ou as dirigidas a estudantes de Ensino Superior - encontram no Doutor Angélico não apenas um mestre do pensamento teológico-filosófico, mas também um modelo de integração entre Fé e Razão, contemplação e ação, que se harmoniza profundamente com o carisma inaciano que fundamenta esse movimento laical.1

Vida e Contexto Histórico de Tomás de Aquino

Nascido em Roccasecca, no Reino de Nápoles, atual Itália, Tomás pertencia à nobre família dos condes de Aquino. Sua trajetória vocacional foi marcada por resistência familiar quando, aos dezenove anos, decidiu ingressar na Ordem dos Pregadores (os Dominicanos), contrariando as expectativas aristocráticas de sua família que desejava vê-lo como abade beneditino da famosa e prestigiada Abadia de Monte Cassino.2

A formação intelectual de Tomás desenvolveu-se sob a orientação de Alberto Magno3 inicialmente em Paris, França, e posteriormente em Colônia, Alemanha, onde teve contato com o pensamento aristotélico que estava sendo redescoberto no Ocidente através das traduções árabes e bizantinas. Esse encontro com Aristóteles seria determinante para sua obra, permitindo-lhe elaborar uma síntese inovadora entre a filosofia grega e a teologia cristã.4

A Obra Tomista: Síntese Filosófico-Teológica

A produção intelectual de São Tomás de Aquino é vasta e sistemática. Sua obra-prima, a Summa Theologiae, permanece incompleta devido à sua morte prematura aos 49 anos, mas constitui uma das mais impressionantes sínteses do pensamento medieval. Nela, Tomás aborda questões que vão desde a existência e natureza de Deus até problemas morais práticos, sempre buscando harmonizar a revelação divina com a razão humana.5

Outras obras fundamentais incluem a Summa contra Gentiles, texto apologético destinado à conversão de não-cristãos, particularmente muçulmanos e judeus; os comentários às obras de Aristóteles; as Questiones Disputatae; e numerosos comentários bíblicos e patrísticos. Em todas essas obras, manifesta-se o método característico do Aquinate: a busca pela verdade através do diálogo com diferentes posições, o respeito pelos argumentos contrários, e a convicção de que Fé e razão, sendo ambas dons divinos, não podem contradizer-se.6

Princípios Fundamentais do Pensamento Tomista

Entre os conceitos centrais da filosofia tomista destacam-se:

A distinção entre essência e existência: Tomás ensina que em todas as criaturas há uma composição real entre aquilo que algo é (essência) e o fato de que existe (existência). Apenas em Deus essência e existência coincidem, sendo Ele o "Ipsum Esse Subsistens" - o próprio Ser subsistente.7

As cinco vias para demonstrar a existência de Deus: Argumentos cosmológicos que partem da observação da realidade (movimento, causalidade eficiente, contingência, graus de perfeição e ordem teleológica) para concluir a necessidade de uma Causa Primeira.8

A teoria do conhecimento: Tomás defende que todo conhecimento humano inicia-se na experiência sensível, mas através do intelecto agente somos capazes de abstrair conceitos universais. Esta posição equilibra realismo e a capacidade intelectual humana.9

A ética das virtudes: Fundamentando-se em Aristóteles mas cristianizando-o, Tomás desenvolve uma ética que vê a felicidade humana na contemplação de Deus, alcançável através do cultivo de virtudes cardeais (prudência, justiça, fortaleza e temperança) e teologais (Fé, esperança e caridade).10

As Congregações Marianas: Origem e Carisma

As Congregações Marianas têm sua origem no Colégio Romano dos Jesuítas. O belga Pe. João Leunis,S.J., fundou em 1563 a primeira Congregação Mariana, posteriormente chamada Prima Primaria.

A associação nasceu do desejo de formar cristãos leigos comprometidos com a santificação pessoal e a transformação apostólica da sociedade sob a proteção de Maria Santíssima11.

As Congregações Marianas (CCMM) expandiram-se rapidamente por universidades e colégios jesuítas em toda a Europa e, posteriormente, nas missões ultramarinas.

As Congregações Marianas foram aprovadas pelos Superiores Gerais da Companhia de Jesus posteriores a Inácio, particularmente durante o generalato de Francisco de Borja (1565-1572) e Claudio Acquaviva (1581-1615), que muito incentivaram este apostolado, reconhecendo nelas um instrumento privilegiado para a formação de líderes cristãos capazes de influenciar positivamente a sociedade12.

Características das Congregações Marianas Universitárias

As Congregações Marianas universitárias desenvolveram características específicas que as distinguem de outras formas de apostolado laical:

Formação integral: Busca-se desenvolver não apenas a piedade, mas uma síntese entre Fé e cultura, Fé e vida, respondendo ao ideal inaciano do "homem para os demais" formado intelectual, espiritual e apostolicamente.13

Espiritualidade inaciana: Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio constituem a base da espiritualidade das CCMM, com ênfase no discernimento, no encontrar Deus em todas as coisas, e na disponibilidade apostólica.14

Consagração mariana: Maria é vista como modelo de discipulado, de união com Cristo, e de disponibilidade à vontade divina. A consagração a Nossa Senhora não é mero sentimentalismo, mas compromisso de seguir seu exemplo de Fé e serviço.15

Apostolado universitário: Reconhece-se a universidade como campo específico de missão, onde a evangelização da cultura e o diálogo Fé-razão tornam-se prioritários.16


Tomás de Aquino e as Congregações Marianas: Pontos de Convergência



A relação entre o pensamento tomista e o carisma das Congregações Marianas universitárias manifesta-se em múltiplas dimensões, constituindo uma síntese fecunda para a formação de católicos universitários.

1. A Harmonia entre Fé e Razão

O princípio fundamental do pensamento tomista - a complementaridade entre Fé e razão - encontra perfeita ressonância no projeto formativo das Congregações Marianas universitárias. Tomás ensina que "a graça não destrói a natureza, mas aperfeiçoa-a" (gratia non tollit naturam sed perficit), princípio que fundamenta toda a sua síntese teológico-filosófica.17

Para os congregados marianos universitários, este princípio traduz-se na convicção de que a vida acadêmica não é um obstáculo à vida espiritual, mas campo privilegiado de santificação e apostolado. A busca da verdade científica, quando realizada com rigor e honestidade intelectual, não apenas não contradiz a Fé, mas pode conduzi-la a uma compreensão mais profunda do mistério divino.18

Esta perspectiva é particularmente relevante no contexto universitário contemporâneo, frequentemente marcado por tensões entre ciência e religião, Fé e cultura secular. O exemplo de Tomás, que dialogou corajosamente com o pensamento não-cristão de seu tempo (o chamado aristotelismo árabe), inspira os congregados a engajarem-se no diálogo interdisciplinar e no debate intelectual com interlocutores de diferentes tradições e perspectivas.19

2. A Contemplação Ordenada à Ação

São Tomás pertencia à Ordem dos Pregadores20, cuja vocação específica é "contemplata aliis tradere" - transmitir aos outros o que foi contemplado. Esta fórmula dominicana expressa uma espiritualidade que não opõe contemplação e ação, mas vê a segunda como fruto e transbordamento da primeira.21

Embora as Congregações Marianas fundamentem-se na espiritualidade inaciana, há profunda convergência com este princípio tomista.

A formação feita nas CCMM busca cultivar uma vida de oração sólida - através da prática diária da meditação, participação eucarística, exame de consciência - como fundamento para um apostolado eficaz.22

O congregado universitário é chamado a ser, simultaneamente, homem de oração e homem de ação, interiorizando em momentos de silêncio e contemplação a força necessária para o testemunho e o compromisso apostólico no ambiente acadêmico e social. Esta integração entre "mística e política", entre intimidade com Deus e compromisso com a transformação do mundo, caracteriza o ideal formativo tanto tomista quanto inaciano.23

3. A Devoção Mariana em Perspectiva Teológica

A mariologia de São Tomás, desenvolvida particularmente na Summa Theologiae24, oferece fundamento teológico sólido para a devoção mariana que caracteriza as Congregações. Tomás apresenta Maria não apenas como objeto de veneração, mas como figura teologicamente significativa dentro da economia da salvação.25

Para Tomás, Maria é a "Mãe de Deus" (Theotokos) em sentido próprio, pois deu à luz o Verbo Encarnado. Sua maternidade divina fundamenta todas as demais prerrogativas marianas: sua Imaculada Conceição, sua perpétua virgindade, sua santidade singular, sua mediação maternal. Esta perspectiva cristocêntrica da mariologia tomista - Maria sempre em relação a Cristo - harmoniza-se perfeitamente com a espiritualidade inaciana, que vê em Nossa Senhora o caminho privilegiado para Cristo.26

Para os congregados marianos, o estudo da mariologia tomista oferece fundamento racional para a consagração a Nossa Senhora, elevando a devoção mariana do mero sentimentalismo à compreensão teológica profunda. Maria não é apenas modelo de virtudes, mas cooperadora singular na obra da redenção, e sua intercessão maternal permanece ativa na vida da Igreja.27

4. A Formação Ética e o Engajamento Social

A ética tomista, fundamentada na busca da felicidade através do cultivo das virtudes, oferece às Congregações Marianas um referencial sólido para a formação moral de seus membros. Tomás não concebe a vida moral como mero cumprimento de normas externas, mas como progressivo crescimento na virtude que torna a pessoa verdadeiramente livre e feliz.28

Esta perspectiva é particularmente relevante para universitários que enfrentam múltiplos desafios éticos em seus ambientes acadêmicos e profissionais. A ética tomista oferece instrumentos para o discernimento moral em situações complexas, evitando tanto o rigorismo quanto o laxismo, através da aplicação prudente de princípios universais a circunstâncias particulares.29

Além disso, a doutrina social de Tomás - sua reflexão sobre justiça, bem comum, propriedade, autoridade política - constitui fundamento para o engajamento social dos congregados. A tradição da Doutrina Social da Igreja, inaugurada pela Rerum Novarum de Leão XIII (1891), bebe largamente das fontes tomistas, particularmente em sua compreensão da pessoa humana, dos direitos naturais, e da destinação universal dos bens.30

5. O Método Intelectual e a Formação Universitária

O método escolástico desenvolvido por Tomás - caracterizado pelo rigor lógico, pela consideração cuidadosa de objeções, pelo respeito por autoridades mas também pela autonomia do pensamento racional - oferece modelo valioso para a formação intelectual dos congregados universitários.31

A estrutura típica de um artigo da Summa - apresentação da questão, exposição de objeções, resposta fundamentada, refutação das objeções - exemplifica uma metodologia que valoriza o debate racional, o confronto honesto com posições divergentes, e a busca sincera da verdade.

Este espírito pode e deve permear a vida acadêmica dos congregados, formando-os como intelectuais cristãos capazes de dialogar respeitosamente com o pluralismo contemporâneo sem relativizar suas convicções .32

 

Atualidade de Tomás para os Congregados Marianos do Século XXI



Em um contexto universitário marcado por especialização crescente, relativismo filosófico, e frequente desconexão entre conhecimento científico e sabedoria existencial, o pensamento tomista oferece aos congregados marianos instrumentos valiosos para navegar estes desafios.

Diálogo com a Cultura Contemporânea

Assim como Tomás dialogou corajosamente com o aristotelismo, então considerado por alguns como ameaça à Fé cristã, os congregados contemporâneos são chamados a dialogar com correntes filosóficas e científicas atuais - existencialismo, fenomenologia, neurociências, ecologia, estudos de gênero - buscando pontos de convergência mas também oferecendo crítica fundamentada onde necessário.33

Este diálogo exige dupla fidelidade: à verdade revelada e à razão humana. O exemplo tomista ensina que não se deve temer o confronto intelectual, pois a verdade, venha de onde vier, tem última origem no Logos divino. Esta confiança na verdade e na capacidade humana de conhecê-la constitui antídoto ao relativismo que permeia muitos ambientes universitários.34

Bioética e Questões Contemporâneas

Os princípios da ética tomista - particularmente a doutrina da lei natural, a compreensão teleológica da pessoa humana, o respeito pela dignidade intrínseca de todo ser humano - oferecem fundamento filosófico para posicionamentos em questões bioéticas contemporâneas que universitários frequentemente enfrentam: início e fim da vida, manipulação genética, reprodução assistida, eutanásia, entre outras.35

Para congregados nas áreas de saúde, biologia, direito, estas questões não são meramente teóricas, mas desafios concretos que exigem formação ética sólida. O realismo filosófico tomista, que reconhece a existência de naturezas e fins objetivos, contrasta com abordagens puramente convencionalistas ou utilitaristas que dominam muitos debates contemporâneos.

Espiritualidade para Intelectuais

Tomás demonstra que vida intelectual e santidade não são incompatíveis, mas mutuamente enriquecedoras. Sua canonização em 1323 e posterior declaração como Doutor da Igreja reconhecem que o exercício rigoroso da inteligência, quando ordenado à glória de Deus e ao serviço da verdade, constitui autêntico caminho de santificação.36

Esta perspectiva liberta os congregados universitários de falsa dicotomia entre vida intelectual e vida espiritual. O estudo, quando realizado com disposição contemplativa e ordenado ao conhecimento de Deus através de suas criaturas, torna-se oração. Esta espiritualidade da inteligência, característica do tomismo, harmoniza-se perfeitamente com o ideal inaciano de "buscar e encontrar Deus em todas as coisas".37

 

Propostas Práticas para Integração do Tomismo nas Congregações Marianas



A integração efetiva do pensamento tomista na formação dos congregados marianos universitários pode realizar-se através de múltiplas iniciativas concretas:

Academias38 e Círculos de estudos tomistas: Leitura orientada de textos selecionados da Summa Theologiae e outras obras, com acompanhamento de professores ou sacerdotes familiarizados com o pensamento do Aquinate. Estes estudos podem abordar temas relevantes para universitários: sentido da vida, ética profissional, existência de Deus, problema do mal, entre outros.

Conferências e seminários: Organização de ciclos de palestras sobre temas tomistas por especialistas, criando espaço de diálogo entre Fé e razão no ambiente universitário. Estas atividades podem atrair não apenas congregados, mas outros estudantes interessados em questões filosóficas e teológicas.

Aplicação da ética tomista: Desenvolvimento de análises de casos concretos à luz dos princípios tomistas, particularmente em áreas como bioética, ética empresarial, ética política, comunicação social. Este exercício ajuda a traduzir princípios abstratos em orientação prática para desafios contemporâneos.

Integração na formação espiritual: Incorporação de textos tomistas nas meditações, retiros e momentos formativos da Congregação, mostrando a conexão entre profundidade intelectual e intimidade com Deus. Por exemplo, os tratados sobre virtudes teologais podem enriquecer a compreensão da vida de Fé, esperança e caridade.

Projetos de pesquisa: Incentivo a trabalhos acadêmicos (iniciação científica, monografias, dissertações) que explorem aspectos do pensamento tomista ou sua aplicação a questões contemporâneas, contribuindo tanto para a formação pessoal quanto para a presença intelectual católica na universidade.

 

Congregações Marianas e a Nova Evangelização



O Sagrado Concílio Vaticano II, ao convocar os leigos a assumirem responsabilidade pela evangelização, particularmente na renovação da ordem temporal, abriu novas perspectivas para associações católicas como as Congregações Marianas. O decreto Apostolicam Actuositatem (1965) reconhece o papel específico dos leigos na transformação do mundo segundo o plano divino.

Neste contexto, o pensamento tomista oferece fundamento filosófico-teológico para o que João Paulo II chamou de "nova evangelização" - proclamação do Evangelho em contextos culturais marcados pelo secularismo, pluralismo e desafios científico-tecnológicos inéditos. A síntese tomista entre Fé e razão torna-se particularmente relevante para evangelização de ambientes intelectuais.39

Os congregados marianos universitários, formados na tradição tomista e inaciana, podem constituir fermento evangelizador em suas respectivas áreas acadêmicas e profissionais, testemunhando que Fé cristã não é obscurantismo mas caminho de plenitude humana, compatível com rigor intelectual e compromisso científico.40

A Perspectiva de Futuro



As transformações aceleradas da cultura contemporânea - revolução digital, globalização, mudanças climáticas, novos paradigmas científicos - geram novos desafios que exigem respostas criativas mas fundamentadas. O pensamento tomista, por sua capacidade de distinção sem separação (Fé-razão, natureza-graça, imanência-transcendência), oferece instrumentos filosóficos para navegação destes desafios sem cair em reducionismos.41

As Congregações Marianas universitárias, ao incorporarem a herança tomista em sua formação, preparam lideranças católicas capazes de engajamento qualificado nos debates contemporâneos. Não se trata de repetir mecanicamente fórmulas do século XIII, mas de assimilar princípios perenes e método filosófico que permitem aplicação criativa a contextos novos.42

A consagração mariana, vivida não como devocionismo sentimental mas como compromisso de seguir Maria na sua abertura radical à vontade divina e na sua cooperação inteligente e livre com o plano salvífico, constitui resposta especificamente cristã aos desafios da pós-modernidade. Maria, "Sede da Sabedoria", torna-se patrona desta síntese entre Fé e inteligência, contemplação e ação, que caracteriza tanto o tomismo quanto o carisma congregado.43

 

Conclusão



A convergência entre a vida e obra de São Tomás de Aquino e o carisma das Congregações Marianas universitárias não é acidental, mas expressão de profunda afinidade espiritual e intelectual. Ambos propõem uma síntese exigente mas libertadora: a harmonização entre Fé e razão, contemplação e ação, formação pessoal e compromisso apostólico.

Para os congregados marianos do século XXI, o Doutor Angélico não é figura meramente histórica, mas mestre vivo cujo pensamento ilumina o caminho de integração entre vida universitária e vida cristã.

Sua confiança na capacidade humana de conhecer a verdade, seu rigor metodológico, sua abertura ao diálogo, e sobretudo sua convicção de que toda verdade conduz ao Deus Trinitário, constituem herança preciosa para universitários católicos.

Sob a proteção de Maria, Sede da Sabedoria, e inspirados pelo exemplo de Tomás, os congregados marianos são chamados a ser presença transformadora nas universidades, testemunhando que Fé cristã não é alienação mas humanização plena, não obscurantismo mas busca apaixonada da verdade integral.

Neste sentido, realizam a vocação específica do laicato católico universitário: evangelizar a cultura através da cultura, servir ao Evangelho através do serviço qualificado à inteligência humana em busca de sentido e verdade.



CIA








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Notas:

1BANGERT, 1985

2 TORRELL, 1996.

3Santo Alberto Magno, O.P. (Lauingen, c.1193 – Colônia , 15 de novembro de 1280), foi filósofo, escritor, cientista e teólogo. Mestre de Santo Tomás de Aquino, era frade dominicano alemão e bispo de Colônia. Ainda em vida era conhecido como doctor universalis e doctor expertus e, já idoso, ganhou o epíteto "Magnus" ("o Grande"). Alberto foi o maior filósofo e teólogo alemão da Idade Média. O Papa Pio XI proclamou-o Doutor da Igreja em 1931.

4 GILSON, 2001.

5 KENNY, 1980

6 CHENU, 1957

7 FABRO, 1961

8 DE AQUINO, 2001

9 COPLESTON, 1993.

10 PIEPER, 1960

11 O'MALLEY, 1993

12PADBERG, 1994

13 KOLVENBACH, 1989

14 DE LOYOLA, 2000

15 BERTRAND, 1947

16CONGREGAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO CATÓLICA, 1994

17 DE AQUINO, 2001

18 JOÃO PAULO II, 1998

19 KREEFT, 1990

20A Ordem dos Pregadores (latim: Ordo Prædicatorum, O. P.), também conhecida por Ordem Dominicana, é uma ordem que tem como objetivo a pregação da palavra de Jesus Cristo. Fundada em Toulouse, França, em 22 de dezembro de 1216 por São Domingos de Gusmão, um sacerdote castelhano (atual Espanha). Os dominicanos não são monges, mas frades: Professam voto de obediência. Neste voto estão incluídas a pobreza e a castidade. Vivem em conventos que são implantados tradicionalmente nas cidades.

21 MERTON, 1971

22 CUSSON, 1968)

23 RAHNER, 1972

24III, qq. 27-37

25 NICOLAS, 1954

26 DE AQUINO, 2001

27 JOÃO PAULO II, 1987

28 PINCKAERS, 1985

29 FINNIS, 1998

30 LÉON XIII, 1891

31WEISHEIPL, 1974

32ASHLEY, 2006

33 BENTO XVI, 2006

34 JOÃO PAULO II, 1998.

35RHONHEIMER, 2000

36 PIEPER, 1991

37 GUARDINI, 2013

38 São tradicionais, nas Congregações Marianas, sobretudo de estudantes e jovens, as chamadas "Academias", círculos de estudo que os ajudem a crescer no campo doutrinário, cultural e profissional, (Regra de Vida das CCMM, 32)

39JOÃO PAULO II, 1990

40 BENTO XVI, 2006

41 AERTSEN, 1996

42ASHLEY, 2006

43NICOLAS, 1954

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