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Mostrando postagens de 2012

Aonde se buscam os novos Congregados ?

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Alexandre Martins, cm.
Após a década de 1980, as Congregações Marianas brasileiras sofreram uma abrupta queda de quantidade de membros e os sacerdotes, em sua imensa maioria, deixaram de se importar com essas centenárias associações. A alguns padres era algo mesmo incômodo: associações que, a seu ver, seriam inadequadas a uma Igreja moderna, atuante e "libertadora". Muitos desses sacerdotes eram formados pela então poderosa Teologia da Libertação, com seu ícone Leonardo Boff, então frade franciscano, que era incensado por quase a totalidade dos pensadores contemporâneos, mídia e até bispos brasileiros. Sua condenação pela Congregação para a Doutrina da Fé, à época presidida pelo então Cardeal Ratzinger, foi um duro golpe em toda uma organização marxista dentro da Igreja Católica latino-americana. Mas a Confederação brasileira das Congregações Marianas não demonstrava estar preocupada com o destino das Congregações do Brasil e limitava-se a promover a “Romaria do Terço” criada e…

A fita que não uso

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Alexandre Martins, cm. porque usar a fita  Sinais externos são úteis e por vezes necessários em várias ocasiões e ambientes. Na lIturgia Católica o uso de simbolos e sinais são amplamente utilizados e apenas a vestimenta de um sacerdote faz brotar em n[os sentimentos de piedade e devoção. Por exemplo, a túnica branca que é usada pelos presbíteros e diáconos lembra-nos a pureza com que devemos pautar nossa vida para que possamos servir a Deus. As cores do tempo litúrgico indicam as predisposições que devemos ter nesses mesmos tempos: vermelho, o amor; verda, a esperança, roxo, a penitência, branco, a alegria...
As associações de fiéis católicos, dentre as quais consta as Congregações Marianas, possuem sinais externos de pertença e de devoção. As Congregações Marianas do Brasil usam, desde fins do século XIX, uma medalha prateada na ponta de uma fita azul que circunda o pescoço. Vários textos foram escritos sobre uma certa mística que a envolve e sua ostentação sempre foi motivo de júbil…

A alma da Congregação

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O cristianismo é a religião da "Palavra", não de um verbo escrito e mudo, mas do Verbo encarnado e vivo" (S. Bernardo).

Tem-se visto muito em várias instruções e em palestras de Congregações Marianas que a alma de uma Congregação estaria no “sentir com a Igreja”, no “unir-se como Papa”, em ser “irmão dos demais congregados, etc. Entretanto a vida de um congregado, sua razão de ser e agir, provém somente de uma simples atitude: a palavra. Entendemos a palavra de um congregado como sua atitude de juramento, sua Consagração. Sendo, na hora de seu ingresso na Congregação, o congregado chamado ao altar pelo Secretário, ele, diante do Assistente-Eclesiástico que representa a Hierarquia da Igreja, pronuncia em alta voz a fórmula da Consagração. Muito importante é considerar isto: ele mesmo se consagra à Virgem Maria. Não é outro que o faz por ele. Ele próprio, com decisão, com atitude, se prostra voluntariamente perante um ícone da Virgem Maria e formula seu desejo de servir-…

Maria e os Guaranis

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Alexandre Martins, cm (org)

O Paraguai é a terra dos Guaranis onde os Jesuítas fundaram a “República dos Santos” no século XVII. Durante 150 anos que estiveram os Jesuítas presentes, os índios viveram na dignidade cristã, trabalhando 30 horas semanais, segundo uma organização comunitária e igualitária impensável para a época. Suas inúmeras comemorações festivas davam lugar ao culto sagrado, à música e ao esporte. Esse cristianismo nascera sob a insígnia de Maria, pois a primeira fundação se referia a “Loretto”, isto é, à santa casa de Nazaré da Galiléia, aonde a tradição afirma que viveu a Sagrada Família. O dia em uma Missão guarani se iniciava com a oração do Ângelus e findava com a do Rosário. As Congregações Marianas (à época, chamadas Congregação do Rosário e Congregação do Escapulário) se reuniam aos Domingos, após o meio-dia. Nos dias de festa, organizavam-se procissões pelas ruas embelezadas com flores e plumas multicores de pássaros, e seguiam até a igreja, guarnecida de ouro e…

Regras fundamentais das honras conferidas a Maria

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Alexandre Martins, cm.

Jacques Benigne Bossuet nasceu em uma família de magistrados em 1627, em Dijon, França. Recebeu educação num colégio jesuíta, aonde ingressou nas Congregações Marianas. Destinado à vida religiosa, recebeu tonsura aos 10 anos, conforme costume da época. Aos quinze foi para Paris estudar teologia no College de Navarre, onde presenciou os motins da Fronde (um levante de amotinados contra o absolutismo real). Em 1652 foi ordenado presbítero e recebeu seu doutorado em Teologia. Seu pai obteve-lhe a indicação para cônego na Mogúncia (Metz) onde ficou popular como orador em controvérsia com os protestantes. Dividiu o tempo entre Metz e Paris até 1659 e a partir de 1660 raramente deixava a capital. Lá, pregou os sermões da Quaresma em dois famosos conventos, dos franciscanos mínimos e dos carmelitas, e em 1662 foi chamado a pregar para o rei Luís XIV. Ficaram famosas suas orações fúnebres, principalmente nos funerais de Henrietta Maria de France, rainha da Inglaterra e de…

A Virgem Maria segundo o Islamismo

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Alexandre Martins, cm.




O Alcorão1 não é muito explícito sobre a Virgem Mãe de Deus. Entretanto, a tradição muçulmana proclama, com unanimidade, o extraordinário privilégio de Maria e de seu Filho: o fato de ambos terem sido preservados de qualquer contato com Satanás no momento do nascimento. A versão mais divulgada deste célebre hadîth2: “Todos os filhos recém-nascidos de Adão são tocados por Satã, menos o Filho de Maria e sua Mãe; quando acontece tal contato, a criança dá o seu primeiro grito”.
Maria, mãe de Jesus, é assim referenciada no Corão (Sura 3:42): Recorda-te de quando os anjos disseram "Ó Maria, é certo que Allah te elegeu e te purificou, e te preferiu a todas as mulheres da humanidade! Allah manifesta Sua suprema vontade através de infinitas e magníficas formas. Através do milagre da vida, da sofisticação da consciência, da imensidão do espaço, da incomensurabilidade do tempo,... Dentre as majestosas expressões de Seus atos, Allah criou Adão (as) por Sua vontade, sem…

Pedro Jorge Frassati - O Santo Congregado alpinista

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Alexandre Martins, cm.





Dos vários santos e beatos que as Congregações Marianas deram à Igreja, um que mais se aproxima do jovem atual talvez seja o jovem Pedro Frassati. Esse jovem italiano típico da primeira metade do século XX ainda é atual para o jovem do século XXI: era descontraído, atlético, piedoso e sincero. Pedro Jorge Frassati nasceu em Turim na Itália em 6 de Abril de 1901. Fé e caridade, as verdadeiras forças motivadoras de sua existência, o tornaram ativo e diligente nas redondezas onde ele viveu, em sua família e escola, na universidade e na sociedade; elas o transformaram em um jovem alegre e apóstolo entusiasta de Cristo, um seguidor apaixonado de sua mensagem e caridade. Era filho do bem-sucedido empresário Alfredo Frassati, fundador do jornal “La Stampa”, ainda existente em Turim. Alfredo trabalhou de seu modo até atingir o sucesso, numa época de guerras e dificuldades. Alfredo também era embaixador da Alemanha e tinha grande influência política. Não era um homem muito…