Postagens

Mostrando postagens de 2016

Reuniões fajutas

Imagem
Osasco, SP - Dia Nacional do CM / 2016 




Alexandre Martins, cm.
Há grupos de leigos católicos que são formados com todo o tipo de gente e sem nenhum critério de seleção. Suas reuniões são feitas ajuntando cadeiras numa sala com qualquer quantidade de gente. Isso não é o tradicional nas Congregações Marianas e nem sua forma de agir. Não fazemos “reuniões fajutas”, ou seja, “reunir por reunir”, uma reunião sem um sentido prático. Embora seja citados nos Evangelhos o numero de dois para a Presença do Senhor, isso não se aplica a reuniões de qualquer grupo e nem constitui o início de qualquer obra. O número mínimo1 para a consideração de um novo instituto religioso é de três pessoas (em referência à Santíssima Trindade, modelo perfeito de uma comunidade). E em outras associações o número mínimo varia. Nas Congregações Marianas iniciaram a sua gloriosa história como um pequeno grupo de seis jovens. O numero minimo que possa ser considerado para a fundação de uma nova Congregação Mariana é de…

A Devoção à Virgem na Congregação Mariana

Imagem
tradução por Alexandre Martins, cm, do Original espanhol*





A devoção à Virgem na Congregação também envolve a imitação das suas virtudes em grau extremamente elevado. Ela é o Modelo e Mestra de santidade. Devemos copiar sua vida em todos os detalhes, refletir especialmente em nós sua pureza imaculada. Nesta escola de Maria é onde se aprende e se consegue a imitação de Jesus, a perfeição cristã. Por isso o lema da Congregação: "A Jesus por Maria". Em Maria devemos colocar toda a nossa confiança. "A Mãe de Deus é a minha mãe!" - disse s. Estanislau Kostka, o jovem Congregado mariano. Incessantemente nos dirigimos a ela: através do Rosario (sem o qual não existe um Congregado); pelo Angelus, pelo uso da Medalha... É necessário, finalmente, nos encorajarmos uns aos outros para amar e servir com piedade filial, primeiramente entre nós mesmos. Com o exemplo e com palavras. Devemos nos empenhar que a Virgem seja de todos conhecida e amada. Que todos experimentemr como é d…

A Confissão do Congregado

Imagem
Alexandre Martins, cm.

A recepção dos Sacramentos pelos Congregados marianos não é diferente dos demais católicos, apenas deve o Congregado ser mais dedicado e fiel do que os demais. O que não é pouca coisa. Em 1563 o jesuíta Pe. João Leunis reunia os melhores alunos do Colégio Romano da Companhia de Jesus para os exercícios de piedade na primeira Congregação Mariana. Desde 1541 existiam confrarias de leigos que continham em suas regras o dever de se reformar a si mesmo diariamente, dando bom exemplo e procurando a edificação do próximo, confessando e comungando cada 15 dias, visitando e servindo aos pobres nos hospitais e assistindo reuniões no colégio. Desde 1470, as Confrarias do Rosário criadas pelos dominicanos regulavam para seus membros a confissão semanal e comunhão mensal além dos dias de Festa litúrgicas da Virgem e de Jesus. Fomentava-se a oração, em especial o terço, e o mínimo de meditação diária, uso do cilício e até a flagelação em público ou em particular e a reunião …

O Lobo Solitário

Imagem
Alexandre Martins, cm.
Há bons católicos que, por não encontrarem algum grupo aonde se sintam à vontade, trilham um caminho solitário e sem nenhuma forma de atitude comunitária. Em geral são jovens inteligentes. Ou, que tem uma inteligencia ou esperteza acima da média dos jovens do seu bairro ou paróquia dos arredores. Devido à isso, se sentem como “um peixe fora d'água”, como um lobo fora da matilha. A decorrência natural é que procurem um grupo “à sua altura” ou, se forem sinceros, acima de sua capacidade. Alguns se tornam então “caçadores de experiências” e todos os famosos grupos têm sua “visita questionadeira”, como se esses jovens fossem inquisidores ou fiscais do Vaticano. Mas, ao invés de condenar ou reclamar dos grupos ao Bispo, esses jovens apenas os consideram inaptos à sua própria sede de “algo maior” e os abandonam. Esse abandono reflete mais uma soberba do que resistência ao carisma: “alguns não andam diante de Mim com simplicidade, mas, curiosos ou arrogantes, prete…

A Pastoral do “Não Julgar”

Imagem
Alexandre Martins, cm.
É comum irmos a alguma Missa dominical e ficarmos espantados com a postura inconveniente de algumas pessoas que se portam como estivessem em sua própria casa: de chinelos e bermuda, tomando água no cantil, usando o tablet para jogar, etc. Outras conversam animadamente como se estivessem em alguma festa, dando gargalhadas. É comum também nos perguntarmos do por quê não serem essas pessoas corrigidas pelos agentes de pastoral, ministros ou outros. Bem, após o Concílio Vaticano II houve, no Brasil, uma tendência de “abrir as portas para todos” na Igreja. Isso, na prática, era chamar qualquer um a participar daquela “festa que era considerada a Liturgia e à qual todos deveriam ser convocados. Usava-se muito o texto do Evangelho segundo Mateus1 para justificar essa atitude. Como era uma época de relativismo religioso, procurava-se aceitar qualquer atitude do outro que aparecia, não o corrigindo, mas acreditando que seus atos eram “ puros” e que seus erros seriam “ex…

Círculos e Quadrados

Imagem
Alexandre Martins, cm.
Após o Sagrado Concilio Vaticano II, vozes que pareciam quietas - e, portanto, contentes com a situação da Igreja - se levantaram de uma hora para outra. Foi a vez da “revolução interna” na Igreja, em especial na atividade pastoral. Incentivados primeiramente por religiosos, grupos de leigos foram formados quase sem nenhum critério, sem nenhuma preparação prévia, amparados pelo pensamento da “atualização” da Igreja. Os anos 1960 e 1970 eram tempos de novidades sociais, como a mini-saia, o funk, o divorcio institucionalizado, a abolição da gravata, etc. Era natural para todos que o que era feito até então fosse modificado para se adaptado aos “novos tempos”. “meu amigo JC” Com essa brecha aberta na tradição do apostolado leigo católico, religiosos viram a oportunidade de aparecer na Igreja, alguns com boas intenções de propagandear sua ordem religiosa, outros apenas para promoção pessoal. Várias formas de espiritualidades surgiram, atitudes de apostolado com car…

O Poder Jesuíta

Imagem
Alexandre Martins, cm.

A Companhia de Jesus teve um grande poder politico, cultural e eclesial nos séculos XVI e XVII em todo o Mundo. Nos séculos que se seguiram varias organizações da Igreja desejaram ter a mesma influência social e política que os seguidores de s. Inácio de Loyola. Até grupos que não eram católicos ambicionaram esse poder. Tal desejo é compreensível quando vemos, por exemplo, a biografia do pe. José de Anchieta. Qual fundador de um grupo que não gostaria de haver entre os seus uma pessoa com a laboriosidade que ele tinha? Anchieta era poeta, escritor, filólogo, sacerdote, confessor, missionário e até fundador de cidades! Outros jesuítas como Ticho Brahe eram até amigos pessoais de imperadores...! A influencia jesuíta no Mundo foi tão grande e permanente que só pode ser comparada à Ordem do Templo, os cavaleiros templários. Até hoje ambas nos dão ecos de suas obras. Associações eclesiais das mais variadas ambicionaram ter ao menos essa influência na Sociedade que os…

A devoção mariana do Papa Pio XII

Imagem
Antonio Gaspari* (tradução e adaptação de Alexandre Martins, cm.)

Da Mariologia do Papa Pio XII, bem como outros temas do pontificado e os ensinamentos de seu magistério, falamos terça-feira em um congresso de estudo por ocasião do 70 aniversário da "Summi pontificatus". O encontro, promovido pelo Comitê Papa Pacelli e a revista "Cultura & Libri" teve lugar na Basílica de São Lourenço Extra Muros, em Roma. O Professor Stefano De Fiores proferiu uma palestra - "Pio XII e mariologia" - e diversos especialistas discutiram outros temas, como a encíclica "Mediator Dei" sobre a Sagrada Liturgia, Pio XII e a Segunda Guerra Mundial, a Questão dos Judeus, a Eclesiologia e Bioética neste Papa, e assim por diante. Os textos completos dos palestrantes serão publicados em uma edição especial da revista "Cultura & Libri". No final do evento, foi exibido o filme "Pastor Angelicus" feito em 1942 pela Produzione Cinematografica Cató…

É verdade que há um rosário satânico ou maçônico da Nova Era?

Imagem
Pe. Luis Santamaria tradução e adpatação do espanhol por Alexandre Martins, cm.


Alguns anos ouvimos vozes levantadas contra a disseminação e uso de rosários muito populares por seu preço baixo que são satanistas, maçônicos ou da Nova Era. Os críticos destes rosários apontam para um número de suas características físicas que os levam a essa conclusão. Rosários que estão no centro da controvérsia são fabricados em plástico e em quantidades industriais, o que os torna muito econômico e ideal para presentear santuários marianos, reuniões de jovens, etc. Existem diferentes tipos - como veremos ao analisar seu simbolismo - e destacam-se pela sua simplicidade. Um dos pré-Jornada Mundial da Juventude (JMJ - Madrid 2011) que chamou a atenção foi a e notícia da embalagem de sete toneladas de rosários fabricados por uma empresa do Equador, pronto a ser incluido na mochila dos peregrinos. Eles são rosários também têm muita aceitação nos países pobres, obviamente, e que são empregados por várias insti…